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Mãe diz que filho sofreu lesão na coluna durante 'desafio da rasteira' em Araguaína

17 Fevereiro 2020

O menino, de 14 anos, teria machucado a cervical e ficado com o pescoço imobilizado. Em novembro, outra adolescente morreu no Rio Grande do Norte após bater a cabeça
no chão. Adolescente tem ferimento na coluna durante 'desafio da rasteira' A mãe de um adolescente de 14 anos, que pediu para não ser identificada para proteger a identidade do filho, contou que ele teve uma lesão na coluna cervical após ser vítima 'desafio da rasteira'. Vídeos com a 'brincadeira' viralizaram na internet, mas especialistas alertam que a queda causada pela 'pegadinha' pode causar machucados graves e até levar a morte. "Eu percebi que ele tava com os ombros curvados e não conseguia mexer o pescoço. Foi que eu perguntei pra ele o que tinha acontecido. E ai ele falou pra mim que tinha feito a brincadeira e ele tinha caído e bateu com a cabeça no chão", conta a mãe. O adolescente consultou um médico e precisou imobilizar o pescoço. O desafio foi realizado em um campo de areia, perto da casa dele. "A preocupação é grande porque vira moda. E eles acabam que desafiando os limites deles. Eles acabam querendo provar que eles podem fazer também", completa ela. Adolescente precisou imobilizar o pescoço após se machucar no 'desafio da rasteira' Reprodução/TV Anhanguera Em novembro de 2019, a estudante Emanuela Medeiros morreu depois de bater a cabeça no chão ao cair durante o desafio, em Mossoró (RN). Ela teve traumatismo craniano. O ortopedista Danilo Mourão Ribeiro explica que a prática pode causar lesões irreversíveis. "Existe uma lesão que a gente chama que é quando tem um mecanismo de chicote. Então, quando a criança dá aquela rasteira, que ela cai. Ela faz um mecanismo de chicote com o pescoço e esse chicote pode levar a luxação, pode levar a contusão na medula. Se faz um mecanismo de chicote muito grande e tem uma lesão medular, é irreversível". Para conscientizar os alunos sobre a gravidade do problema, profissionais de um escola estadual de Araguaína desenvolveram uma campanha. Em um vídeo, os próprios estudantes alertam os colegas dos riscos deste tipo de atitude. "Na verdade nem pode ser considerado brincadeira, né. Uma coisa que é fatal. Que já levou até a morte, causou uma vitima e entre outras coisas, tipo a questão de que pode paralisar e pessoa viver o resto da vida daquele jeito", comenta a estudante Maria Eduarda Sousa. Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

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