-->

Por falta de provas, empresário Duda Pereira não irá à júri popular por acusação de mandar matar concorrente

27 Fevereiro 2020

Ele foi acusado de encomendar o assassinato de Wenceslau Gomes Leobas. Decisão é desta quinta-feira (27). Duda Pereira não irá à júri popular Divulgação O empresário Eduardo Augusto Pereira
Rodrigues, conhecido como Duda Pereira, não será julgado pela acusação de encomendar a morte do concorrente, Wenceslau Gomes Leobas. O juiz Alessando Hofmann, da comarca de Porto Nacional, entendeu que não foram apresentadas provas suficientes para que ele fosse a júri popular como queria o Ministério Público Estadual. Apesar disso, a decisão desta quinta-feira (27) não significa absolvição sumária. A medida não impede que novas provas sejam apresentadas. O MPE também pode recorrer a segunda instância para reverter a medida. Na decisão, o juiz escreveu que: "Não há elementos seguros e idôneos demonstrando que o réu ameaçava a vítima. Não existe dados concretos demonstrando uma ligação entre o acusado e os executores do crime. Não se encontra no processo nenhum elemento demonstrando que o réu foi visto na companhia dos executores. Não se tem no processo nenhum elemento demonstrando a existência de negócios entre o acusado e os executores. Nenhum elemento concreto e idôneo aponta no sentido de ter o réu mandado executar a vítima" A defesa de Eduardo Pereira disse que já esperava esta decisão e que com ela a justiça foi feita. Na época do crime, o empresário, que é dono de uma rede de postos de combustíveis, chegou a ser preso. Wenceslau Leobas foi morto em Porto Nacional Divulgação O crime Wenceslau Leobas foi morto em 2016 aos 77 anos. Ele foi atingido por tiros no momento em que saía de casa e ainda ficou 17 dias internado antes de morrer. No mesmo dia da tentativa de homicídio, dois suspeitos foram presos. A polícia disse que um deles chegou a confessar a participação no crime. Os dois acusados de executar o crime Alan Sales Borges e José Marcos de Lima iriam a júri popular, mas José Marcos foi encontrado morto dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) enquanto aguardava julgamento. Duda Pereira era acusado de ser o mandante do crime. Na época, ele disse que estava sendo acusado injustamente. O crime teria ocorrido porque Leobas não aceitava participar de um cartel para alinhar o preço dos combustíveis vendidos. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, Wenceslau Leobas, pretendia abrir um estabelecimento em Palmas. A intenção era praticar os mesmos preços do combustível vendido em Porto Nacional. Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.
We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree