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'Estamos com medo', diz cacique após entrada e saída de aldeias serem controladas para evitar coronavírus

29 Março 2020

Indígenas de Tocantínia dizem que não são acompanhados e orientados por órgãos estaduais e federais em meio à pandemia. Líder de aldeia diz que indígenas nao receberam orientações Reprodução/TV
Anhanguera Indígenas de Tocantínia, município da região central do estado, restingiram o acesso às aldeias para evitar a disseminação do novo coronavírus. Desde que as notícias sobre a doença começaram a surgir, os grupos evitam sair da aldeia. Além disso, a entrada de outras pessoas no local é controlada. "Estamos com medo. Se chegar aqui nos Xerentes vai acabar tudo porque nós somos poucos", disse o cacique Valdemar Sõiti Xerente. Entre os indígenas da região não há nenhum caso suspeito da Covid-19. (Veja o vídeo abaixo) Em uma das aldeias, com cerca de 450 indígenas, as orientações sobre a prevenção da doença foram dadas no posto de saúde faz parte da Secretaria de Saúde do Índígena. Os profissionais da unidade monitoram os grupos para saber se alguém vai apresentar algum sintoma. Os indígenas disseram que órgãos e entidades não fizeram acompanhamento e que as primeiras informações sobre a doença chegaram através de rede social e jornais de TV. Para eles faltam ações dos governos estadual e federal. Indígenas restringem acesso a aldeias por medo do coronavírus Segundo o cacique Valdeci, o sentimento é de desamparo, já que muitas atividades pararam e as pessoas ficaram desassistidas. "A gente como líder sabe das dificuldades de cada família, das pessoas que moram na comunidade. Alguns têm sua renda, agora tem umas famílias que dependem exclusivamente da sua luta de trabalho e do dia a dia", contou. As aulas nas aldeias foram suspensas, mas os mais jovens brincam e jogam bola em grupo. "Faltou esse acompanhamento aqui na aldeia", disse o professor Manoel Xerente. O cacique Valdemar Sõiti Xerente, de outra aldeia, disse que foi alertado através de uma ligação. "Uma pessoa ligou que nem falou o nome. Só para nós tomarmos cuidado, andar pouco na cidade. Ninguém vai atoa, só para comprar alguma coisa", disse. Na aldeia em que ele vive moram 70 pessoas e a comunidade está assustada. A Fundação Nacional do Índígena (Funai) foi procurada para comentar as declarações da comunidade, mas não se posicionou. Indígenas estão com medo de ficarem doentes TV Reprodução/TV Anhanguera Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.
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