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Paulo Marinho chega para depor no Ministério Público do Rio de Janeiro

22 Mai 2020

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Marinho depôs por 5h ontem na Polícia Federal Helio Melo/FramePhoto/Folhapress – 20.05.2020 

O empresário Paulo Marinho chegou por volta das 13h40, desta quinta-feira (21), para depor na sede do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. Assim como ocorreu ontem na PF (Polícia Federal), onde também depôs, Marinho evitou conversar com a imprensa.

"Disse ontem e vou repetir agora que estou proibido, por conta da recomendação da PF, de fazer qualquer declaração do depoimento de ontem, porque acham que pode atrapalhar. Eu sou o maior interessado de que essa investigação siga", afirmou.

Em seguida, disse, porém, que apresentou ontem "novos elementos à minha entrevista [para a Folha de S.Paulo]. Esses elementos estão na PF e acrescentando outros aqui no Ministério Público. Vou pedir a paciência para que esperem. E a gente conversa na volta", disse.

Depoimento à PF

Ontem à tarde, Marinho, que é suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), passou 5 horas na sede da superintendência da Polícia Federal, onde o MPF também estava representado. 

À PF, Marinho levou papéis que podem ser considerados provas de que as acusações que fez contra Flávio são verdadeiras. No Twitter, ele afirmou que o conteúdo do que apresentou dialoga com o que o ex-ministro Sergio Moro disse ao sair do governo de Jair Bolsonaro.

Em entrevista à "Folha de S.Paulo", publicada no último domingo, Marinho afirmou que um delegado teria se encontrado na porta da superintendência da PF - a mesma em que foi depor ontem - com interlocutores do então deputado estadual e hoje senador para informar que a operação Furna da Onça seria atrasada, a fim de não prejudicar a família Bolsonaro em meio ao período eleitoral de 2018.

Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro, em entrevista à Record TV, questionou a legitimidade da denúncia de Marinho. "Se esse empresário fez uma afirmação, ele não deveria fazê-la em uma entrevista jornalística. Se ele entende que houve um ilícito, por que ele não foi à época dos fatos e comunicou às autoridades?"

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