Empresário é suspeito de usar 'laranjas' em fraudes na saúde do RJ

07 Junho 2020
Mário Peixoto foi preso na Operação Favorito Record TV

Investigações sugerem que o empresário Mário Peixoto pode ter usado um exército de cem 'laranjas' em supostas fraudes no sistema púbico de saúde do estado do Rio de Janeiro. Segundo os investigadores, há indícios de que o governador Wilson Witzel poderia saber das irregularidades.

O material apreendido na casa dos cinco presos na Operação Favorito levou a Polícia Federal a uma nova descoberta. O empresário Mário Peixoto teria usado pelo menos cem pessoas como laranjas em possíveis fraudes no sistema público de saúde do estado. Inclusive no contrato com o Iabas, para construir e administrar hospitais de campanha no Rio.

A investigação descobriu que o grupo criava ou usava empresas para fechar contratos em nome de terceiros, diminuindo as chances da polícia de chegar a Mário Peixoto.

Uma dessas fraudes pode ter relação com o escritório de advocacia da primeira-dama, helena Witzel, que recebeu R$ 105 mil da DPAD Serviços Diagnósticos, que tem ligação com o empresário.

Mário Peixoto foi preso no mês passado. Mas o esquema de corrupção envolvendo o empresário funciona há pelo menos doze anos, desde a gestão do ex-governador do rio, Sérgio Cabral, quando Peixoto já fechava contratos na área da saúde. O ministério público federal, a polícia e a receita federal calculam que o total de dinheiro desviado nesse período, ultrapasse um bilhão de reais.

O grupo que o MPF aponta ser comandado por Mário Peixoto, atualmente mantém nove contratos com o governo do estado. Só esse ano, as empresas já receberam quase R$ 130 milhões. Segundo o ministério público, há indícios de que o atual governador, Wilson Witzel, tinha conhecimento das contratações realizadas com as empresas investigadas.

O advogado de Mário Peixoto disse que a investigação não é imparcial e que a Polícia Federal lança factóides para impressionar a opinião pública, imprensa e autoridades.

Nesta sexta-feira (5) a bancada do PSOL na Assembleia Legislativa (Alerj) protocolou mais um pedido de impeachment contra o Witzel. Agora são 11 pedidos.

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