Entenda os ataques contra líderes religiosos brasileiros em Angola

13 Julho 2020
Líderes religiosos brasileiros sofrem ameaças em Angola Reprodução Record TV

Uma perseguição contra religiosos brasileiros vem ocorrendo em Angola há cerca de 20 dias, sem que o governo ou as autoridades locais tomem medidas mais duras. As ações tiveram início no dia 22 de junho quando ex-pastores angolanos expulsos da Igreja Universal por condutas imorais e até atos criminosos invadiram igrejas e agrediram pastores e seus familiares e funcionários. 

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Em uma ação orquestrada e violenta, cinco templos foram invadidos e tiveram suas portas arrombadas. Os espaços religiosos invadidos estão localizados na capital, Luanda, além das cidades de Benguela, Huambo e Malange. Após o ataque, os líderes religiosos ficaram feridos e precisaram de atendimento médico.

"Foram nos empurrando, dando gritos e veio um grupo muito grande para cima de nós, que éramos 5 ou 6 pastores da Igreja e fomos agredidos com socos", afirmou Israel Gonçalves, pastor da Igreja Unviversal do Reino de Deus.

A Igreja Universal do Reino Deus, presente em Angola e oficialmente reconhecida desde 17 de julho de 1992, tem atualmente 512 pastores, dos quais 419 são angolanos, 65 brasileiros, 24 moçambicanos e quatro são-tomenses. Com atuação em 127 países dos cinco continentes, a Igreja Universal desenvolve diversos trabalhos sociais que beneficiaram quase um milhão de pessoas no continente africano.

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Na semana passada, outro ataque ocorreu em Luanda. Cerca de oitenta agentes do SIC (Serviço de Investigação Criminal de Angola) invadiram vinte e três casas de um condomínio onde vivem pastores.

“Eles diziam: ‘vocês têm que ajeitar as coisas de vocês, vamos dar uma oportunidade a vocês porque vocês vão embora’. Não sei para onde”, disse um dos pastores ameaçados.

Foram feitas apreensões de bens e documentos privados. Um bispo chegou a ser detido por oito horas após usar o celular para filmar a ação da polícia. Os invasores disseminam mentiras, como, por exemplo, acusações de "racismo". A verdade é que esses dissidentes têm promovido ataques xenófobos contra a Universal e seu corpo eclesiástico.

Desde os primeiros ataques, o governo angolano e as autoridades não atuaram para combater as invasões, agressões e atos de xenofobia contra os religiosos brasileiros.

"Desde que começaram a invadir e saquear nosso templos não houve uma pronta reação por parte da polícia", disse António Ferraz, presidente da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola. 

Neste período, os dissidentes angolanos têm espalhado mentiras em relação aos bispos brasileiros. Eles dizem que sofrem racismo, quando na verdade provocam ataques xenófobos contra a Universal e seu corpo eclesiástico.

Os fatos demonstram que as forças de segurança do país não garantiram o direito à propriedade privada, nem a integridade dos cidadãos brasileiros. A falta de atuação, até o momento, do governo de Angola gera um clima de hostilidade, de ódio e de perseguição a brasileiros.

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