Inquérito investigará militares suspeitos no caso da cobra naja

31 Julho 2020

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Estudante que foi picado por cobra foi preso sob acusação de criar animal ilegalmente Ivan Mattos/Zoológico de Brasília

A Polícia Militar vai abrir um inquérito para apurar a conduta do tenente-coronel Clovis Eduardo de Condi, padrasto do estudante Pedro Krambeck, preso na última quarta-feira (29) por suspeita de crime ambiental no caso da cobra naja. A Corregedoria da PM também vai investigar policiais militares do Batalhão Ambiental por suspeita de envolvimento em tráfico de animais.  

O caso começou a ser investigado após o estudante de veterinária ter sido picado pela cobra naja africana. Pedro ficou internado em estado grave, mas recebeu alta na segunda-feira (13). A suspeita é de que o jovem criava o animal em casa ilegalmente.

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Distrito Fedral, o tenente-coronel é suspeito de ocultar provas que incriminariam o enteado e o amigo Gabriel Monteiro, colega de curso de Pedro. O estudante deixou a cobra dentro do recipiente no estacionamento de um shopping, na Asa Sul de Brasília.

A ação dos policiais militares do Batalhão Ambiental também está sendo investigada pela Polícia Civil e é alvo do mesmo inquérito na Polícia Militar. Segundo as investigações, câmeras do shopping onde a cobra foi deixada no estacionamento mostram que os policiais que encontraram a cobra chegaram ao local apenas dois minutos após Gabriel Monteiro ter deixado o animal. À época, o BPMA (Batalhão da Polícia Militar Ambiental) informou que chegou à localização por meio de uma denúncia anonima.

A Polícia Militar não confirmou quantos policiais do BPMA serão alvos do inquérito, e nem se eles serão afastados das ruas.

"A polícia militar irá instaurar inquérito policial militar para investigar o caso e adotará todas as medidas necessárias após análise dos fatos. A Corregedoria da PM irá conduzir os trabalhos de investigação, juntamente com o Ministério Público Militar", afirmou a assessoria da PM em nota. 

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