Preço do gás de cozinha 'vai cair muito', garante Bento Albuquerque

10 Agosto 2020
Albuquerque diz que preço médio do botijão é de R$ 70
Albuquerque diz que preço médio do botijão é de R$ 70 José Cruz/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta sexta-feira (7), durante participação na Live JR, que o preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), popularmente conhecido como gás de cozinha, vai ficar mais barato para os consumidores brasileiros em breve.

"O preço do botijão vai cair muito porque nós estamos adotando ações para tornar a concorrência maior no setor", explicou Albuquerque aos jornalistas Celso Freitas, Christina Lemos e Eduardo Ribeiro.

De acordo com o ministro, há uma abundância do produto disponível no mercado nacional. “Se hoje nós importamos, em oito anos poderemos ser exportadores de gás natural, mas para isso precisamos de investimentos”, disse ele ao lembrar dos recordes de produção nos últimos meses.

Albuquerque revelou que o preço médio do botijão de 13 kg custa entre R$ 25 e R$ 27 nas refinarias e chega aos consumidores no valor médio de R$ 70. Questionado, ele não confirmou a afirmação do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o preço do produto cairá de R$ 80 para R$ 60. "O Paulo Guedes é melhor em números do que eu", se esquivou.

"Muitas pessoas estocaram o botijão por causa da pandemia e o próprio revendedor se aproveitou dessa situação, mas agora o consumo já caiu um pouco", relatou o ministro para justificar o salto recente no preço de comercialização do produto.

Energia elétrica

Albuquerque ressaltou ainda que o aumento do consumo de energia registrado nos últimos meses refletem a retomada da economia durante a crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

"Houve uma redução do consumo de energia na ordem de 17%. Foi reduzindo isso ao longo do tempo e já observamos em julho um consumo igual ao de julho de 2019. Esse já é um sinal de retomada", afirmou.

Albuquerque destacou que a prioridade do Ministério no início da pandemia foi trabalhar para que não faltasse energia, combustíveis e minerais. “Atuamos para manter as atividades essenciais dos setores fundamentais para a economia e a sociedade”, comentou.

Eletrobras

O ministro também voltou a defender a proposta de capitalização da Eletrobras e apostou na concretização do projeto até antes do fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro. "A Eletrobras vai se tornar uma empresa moderna", afirmou.

"É uma empresa que tem um papel importantíssimo, produz 30% da energia do Brasil e tem a responsabilidade da transmissão, mas que perdeu a capacidade de investimento", ponderou Albuquerque.

Ele explicou ainda que a medida vai manter o governo federal como o dono da maior parte dos papéis da empresa de energia. "A União vai continuar com as ações dela, mas a Eletrobras só vai abrir mais o capital para que outros se juntem para menter a presença da companhia no mercado."

As entrevistas da Live JR acontecem todas as sextas-feiras e podem ser acompanhadas na Record News, pelo R7 e pelas redes sociais do Grupo Record. Além disso, haverá exibição de trechos no Jornal da Record e no Fala Brasil.

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