Votação do veto à desoneração é adiada para 30 de setembro 

16 Setembro 2020

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Votação do veto à desoneração é adiada para 30 de setembro Rodolfo Stuckert / Conselho Nacional de Justiça

O Congresso Nacional adiou para o dia 30 de setembro a próxima sessão para análise de vetos presidenciais. A decisão foi tomada durante a reunião de líderes, realizada nesta terça-feira (15). Com isso, a análise do veto à desoneração da folha de pagamentos de 17 setores, que tinha votação prevista para amanhã (16), é adiada mais uma vez. 

A presidência do Senado justificou o adiamento para o fim do mês pelas sabatinas e sessões para a deliberação de autoridades que acontecerão na próxima semana.

A confirmação do adiamento desagradou parlamentares que são favoráveis à derrubada, pois o governo ganha mais tempo para negociar a manutenção do veto e o seu projeto de desonerar mais setores da economia para os salários mais baixos. A proposta do governo é financiar a desoneração mais ampla para até dois salários mínimos com a criação de um novo imposto digital, que gera enorme resistência no Congresso. 

O líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), chamou o adiamento de "passa-moleque" e disse que o governo tenta "empurrar com a barriga".  

"É um passa-moleque na população e em mais de 6,5 milhões de trabalhadores dos 17 setores da economia que estão afetados. O Governo não tem proposta e nem contra proposta,  e empurra com a barriga. Lamentável ", disse.

O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) critica o adiamento da análise do veto, o que gera imprevisibilidade. Para ele não faz sentido tirar a desoneração de 17 setores no momento de retomada da economia. 

"Umas das coisas mais importante para os investidores e empreendedores é a previsibilidade do ambiente de negócios. Reonerar a folha nesse momento em que precisamos de retomada econômica é um erro grave. Não votar também porque gera imprevisibilidade. O discurso do ministro de que pra desonerar todos precisar reonerar os 17 setores já desonerados é absolutamente insustentável". 

O parlamentar alega que para desonerar mais setores, o governo não precisa reonerar os 17 setores. Ele também critica a solução do governo para ampiar a desoneração, que é a criação de novo imposto. "O que não passa no Congresso". 

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