Vídeo distorcido de contexto circula nas redes e é usado para incriminar brigadistas do ICMBio

16 Setembro 2020
Brigadistas do ICMBio em uma ação de queima controlada. Foto: Duda Menegassi

Nesta terça-feira (15), circulou pelas redes, principalmente em grupos de Whatsapp, um vídeo que distorce uma ação de queima controlada

como um ato criminoso provocado pelos próprios brigadistas. O vídeo, que tem 1 minuto e meio de duração, traz imagens reais de uma equipe do ICMBio no entorno da Estação Ecológica de Taiamã, em Mato Grosso, porém com uma locução que dá a entender que os profissionais estão dando início a um incêndio florestal. Não está comprovado se a narração foi feita de brincadeira pelo brigadista que filmou a ação ou foi inserida depois para incriminá-los. O que é fato é que os brigadistas realizavam a queima prescrita, que tem como objetivo criar aceiros exatamente para evitar que o fogo se alastre com rapidez ou atinja áreas mais sensíveis às chamas – e não davam início a um incêndio.

Em nota, o próprio ICMBio esclarece que: “no vídeo, brigadistas do ICMBio realizam atividade de queima controlada. A prática serve para eliminar a matéria orgânica seca, de maneira programada e monitorada, e assim reduzir o combustível das queimadas”.

Segundo informações apuradas por ((o))eco, a atividade foi realizada na segunda-feira (14) de tarde em uma área mais úmida e direcionada a barrar uma frente de incêndio que avançava com mais força e oferecia riscos inclusive para Estação Ecológica Taiamã.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

No vídeo, brigadistas do @ICMBio realizam atividade de queima controlada. A atividade serve para eliminar a matéria orgânica seca, de maneira programada e monitorada, e assim reduzir o combustível das queimadas. pic.twitter.com/6mFIuGUW8T

— ICMBio (@ICMBio) September 15, 2020

Por: Duda Menegassi
Fonte: O Eco

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