Manifestantes protestam na casa de Piñera em aniversário do presidente

01 Dezembro 2019
Piñera comemora aniversário em meio a protestos EFE/EPA/JEON HEON-KYUN

O presidente do Chile, Sebastian Piñera, completa 70 anos neste domingo, 1º de dezembro, e de presente ganhou um protesto convocado em frente à própria residência, no leste de Santiago, após 45 dias de manifestações pelo país.

Desde o início dos protestos, 23 pessoas morreram, cinco delas supostamente pelas forças de segurança, e milhares ficaram feridas ou foram detidas.

O Ministério Público já abriu 2.670 investigações contra as forças de segurança por supostas violações aos direitos humanos, entre elas lesões por armas de fogo, tortura e violência sexual. Mais de 200 pessoas sofreram lesões oculares.

Organizações internacionais como Anistia Internacional e Human Rights Watch apontaram para a atuação dos Carabineros (polícia nacional) como a situação mais preocupante para os direitos humanos durante os protestos.

A crise social completou seis semanas na sexta-feira passada, mas ainda não há previsão de uma resolução a curto prazo.

As manifestações, que começaram em grande volume para protestar contra a desigualdade social e o aumento do custo de vida, perderam força com o passar dos dias, mas o descontentamento continua a ser expressado nas ruas. Incidentes como incêndios, depredações e saques também seguem acontecendo.

Além da desvalorização do peso chileno, os protestos têm causado graves impactos no turismo e no comércio. O Banco Central do Chile já rebaixou de 2,5% para 1,9% a previsão de crescimento do país para 2019, e o governo estima que até 300 mil vagas de trabalho podem ser perdidas, o que elevaria o índice de desemprego de 7% para 10%.


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