Ex-militar admite ter assassinado jornalista eslovaco em 2018

13 Janeiro 2020
Marcek admitiu à Justiça que foi ele quem matou Kuciak e Martina Kushinora, EFE/EPA/JAKUB GAVLAK

Miroslav Marcek, um ex-militar acusado do assassinato do jornalista Jan Kuciak e sua noiva em fevereiro de 2018, um crime que abalou a política e a sociedade da Eslováquia, admitiu nesta segunda-feira todas as acusações do Ministério Público.

Embora inicialmente tenha negado qualquer envolvimento, em abril de 2019, quando já estava em prisão preventiva, Marcek admitiu que foi ele quem matou Kuciak e Martina Kushinora, uma confissão ratificada por ele um mês depois.

Marcek, de 37 anos, tentou desde então fornecer novas informações aos investigadores, como as armas usadas no crime, mas não quis chegar a um acordo com o sistema judicial para reduzir sua sentença, algo que foi oferecido aos suspeitos, no mês passado, durante o processo de pré-julgamento.

Além de Marcek, outros três suspeitos estão sentados no banco dos réus: o ex-policial Tomas Szabo, primo de Marcek; Alena Zsuzsova e Marian Kocner, um polêmico empresário, cuja ligação com o crime organizado foi denunciado por Kuciak.

Zsuzsova e Szabo disseram hoje (13) que são inocentes, enquanto Kocner confessou uma das acusações: comércio ilegal de armas, mas negou estar envolvido nos assassinatos.

A audiência do julgamento pelo assassinato do jornalista eslovaco começou hoje em meio a uma grande expectativa no Tribunal Especial de Pezinok, a 20 quilômetros de Bratislava.

Os quatro podem ser condenados à prisão perpétua, enquanto um quinto réu confessou seu envolvimento e, depois de ser julgado separadamente, recebeu uma sentença de 15 anos de prisão.

O maior processo judicial da democracia eslovaca ocorre poucas semanas antes das eleições legislativas, marcadas para o dia 29 de fevereiro, e nas quais o Partido Social Democrata (SMER), no poder, lidera as pesquisas de intenção de voto.

O SMER foi questionado sobre a forma como lidou com a crise política desencadeada pela morte de Kuciak, na qual muitos viram conluio com o crime organizado e bloquearam uma investigação rápida e transparente.

Essa crise de confiança levou à queda do poderoso primeiro-ministro social-democrata Robert Fico, juntamente com seu ministro do Interior e o chefe de polícia, embora o partido da esquerda, que governa o país desde 2012, lidere novamente as pesquisas pré-eleitorais.

Leia mais: Primeiro-ministro da Eslováquia renuncia após morte de jornalista

Kuciak, morto a tiros em casa em fevereiro de 2018 com sua namorada, Martina Kushinova, estava investigando ligações da máfia com altos funcionários do governo eslovaco.


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