Guerra na Síria: Bombardeios voltam a causar mortes em Idlib

10 Fevereiro 2020
Idlib voltou a ser atingida por ataques aéreos e artilharia do Exército da Síria Yahiah Nemah / EFE - 4.2.2020

Os ataques aéreos e de artilharia foram retomados e causaram mortes neste domingo, após o fim de semana ter iniciado com relativa calma na província de Idlib, no noroeste da Síria, enquanto as tropas sírias avançam rapidamente pelo sul da província de Aleppo para controlar uma das estradas mais importantes do país.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos registrou neste domingo "mais de 200 bombardeios" em Idlib e Aleppo, deixando um civil morto na aldeia de Ketian, ao norte da cidade de Idlib, capital da província de mesmo nome considerada o último reduto da oposição no país, e outro pela artilharia do Exército sírio em Yisr al Shugur, a sudoeste de Idlib.

Três outros civis também foram mortos pelo bombardeio de aviões russos em Urom al Sugra, a oeste de Aleppo, informou a Defesa Civil síria, conhecida como "Capacetes Brancos".

Dias de relativa calma acabaram

Essas novas vítimas vêm depois de dois dias de relativa calma em Idlib, onde não tinham sido registrados ataques aéreos após uma semana intensa que deixou dezenas de civis mortos, segundo a ONU.

"Os ataques aéreos estão agora concentrados no sul e no sudoeste de Aleppo", disse neste domingo Rami Abderrahman, diretor do Observatório.

O porta-voz do Comando-Geral das Forças Armadas Sírias, Ali Maihub, disse em discurso televisionado neste domingo que o Exército sírio "continuará a desempenhar as suas tarefas, libertando cada centímetro do território sírio do terrorismo".

Forças sírias no sul de Aleppo

Idlib e o oeste de Aleppo são praticamente dominados pela Organização pela Libertação do Levante, uma aliança islâmica que inclui o antigo braço da Al Qaeda na Síria, a qual Rússia e Síria consideram "terrorista".

Depois de tomarem o controle da cidade de Saraqeb, no leste de Idlib, as forças sírias, com a cobertura da aliada Rússia, continuam avançando pelo sul de Aleppo com o objetivo de controlar a estrada M5, que é crucial por unir as duas cidades mais importantes da Síria: Damasco e Aleppo.

A operação terrestre em direção à cidade de Idlib foi temporariamente interrompida, em um momento em que Rússia e Turquia, que apoia a oposição, negociam sobre o futuro da região.


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