Nova York exige que 75% dos trabalhadores fiquem em casa

19 Março 2020
Anúncio sobre os sintomas do coronavírus nas ruas de Nova York JUSTIN LANE/ EFE/EPA / 05.03.2020

Nova York decretou nesta quinta-feira (19) que 75% dos funcionários de cada empresa terão que ficar em casa. Este é mais um passo nas restrições impostas para tentar impedir o avanço do coronavírus, dos quais 4.152 casos já foram confirmados nesse estado, um aumento de 1.769 em relação a ontem.

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A medida, anunciada pelo governador Andrew Cuomo, exige que as empresas tenham apenas um quarto de seus funcionários atuando no local de trabalho, enquanto o restante deve trabalhar em casa, com exceção de serviços essenciais, como farmácias, assistência médica, alimentação ou correio.

Ontem, Cuomo havia anunciado uma medida semelhante, mas que estabeleceu o limite em 50% da força de trabalho.

A nova etapa ocorre depois que 1.769 novos da Covid-19 foram detectados no estado nas últimas 24 horas, um número acentuado em grande parte relacionado ao aumento acentuado da quantidade de testes realizados, que no último dia eles totalizaram 22.284.

Os casos confirmados continuam subindo rapidamente na cidade de Nova York, com 1.129 novos positivos de ontem.

Cuomo ressaltou que, como aconteceu nas últimas 24 horas, o aumento de casos pode exigir novas medidas, mas ele garantiu que em Nova York ninguém ficará "confinado".

"Isso não vai acontecer", insistiu o governador, lembrando que é ele quem tem autoridade para tomar tal decisão e que nenhuma cidade pode tomar isso sozinha.

Cuomo entrou em conflito nos últimos dias com o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que enfatizou que o confinamento deve ser visto como uma possibilidade.

O governador, entretanto, considera que esses tipos de termos, como confinamento ou quarentena, podem gerar pânico entre a população e, além disso, eles realmente não querem dizer o que sugerem na prática.

Andrew Cuomo também anunciou novas medidas de apoio financeiro, incluindo uma moratória de três meses sobre pagamentos de hipotecas para pessoas que enfrentam dificuldades em decorrência da pandemia.

"Se você não está trabalhando, se trabalha apenas meio período, faremos com que bancos e instituições financeiras perdoem pagamentos de hipotecas por 90 dias", explicou ele em entrevista coletiva.

Uma das prioridades de Nova York no momento é conseguir mais respiradores para atender todos os pacientes que precisam deles.

Cuomo disse que existem cerca de 5 mil a 6 mil disponíveis no estado e estima-se que 30 mil serão necessários no auge da doença, por isso estão sendo esforços feito para comprar mais, apesar da grande escassez mundial.

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