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Dia Mundial do Veganismo: saiba mais sobre cosméticos veganos

01 Novembro 2019

Nesta sexta-feira (1º), é comemorado o Dia do Mundial do Veganismo. Ainda há muita confusão sobre o termo e muita gente pensa se tratar, estritamente, de uma dieta alimentar. O veganismo,

na verdade, vai muito além disso e é um estilo de vida em que nada que tem origem animal é consumido, seja aquela bolsa de couro ou aquele vestido de seda. E se tem um mercado que embarcou de cabeça no veganismo, esse é o mercado da beleza.

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Há um boom de marcas que estão investindo nos ingredientes naturais, sem nenhum derivado de animais em sua composição, em oposição à imensa maioria dos produtos de beleza do mercado (Isso mesmo, se você não sabia, saiba agora: caso você use um shampoo ou sabonete comuns, há muitas chances desse produto ter algum composto animal).

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Se você ainda não está pronta para cortar aquele churrasco da sua vida, pode dar pequenos passos, como dar chance a alguns cosméticos veganos. O Yahoo! conversou com a dermatologista Juliana Piquet para entender a funcionalidade e a diferença entre os produtos veganos e os convencionais e te ajudar no processo.

O mundo pode se beneficiar do veganismo, mas e a pele, sai ganhando?

Todo mundo ganha: sua pele e o planeta. "Na minha opinião, o maior benefício tem a ver com a procedência dos ativos e ausência de determinadas substâncias. Com a crescente expectativa de vida da população e a importância hoje reconhecida da terapêutica preventiva, que deve ter início com a paciente jovem e ser mantida durante toda a vida, surge o desafio do uso de cosméticos com o conceito “free” (livre) de ingredientes que ainda não têm estudos de uso no longo prazo, assim como o conceito “from” (de onde vêm), que nos diz a procedência de um produto do qual passaremos a ser grandes consumidores, para que possamos ter um envelhecimento saudável com manutenção da beleza da pele e dos cabelos", explica a especialista.

É possível ter uma boa rotina de cuidados com a pele usando apenas produtos veganos?

Sim! "Embora o universo das matérias primas para o desenvolvimento deste tipo de produto ainda seja restrito, já é possível com uma pesquisa cuidadosa elaborar uma formulação com boa performance, ativos eco friendly, formuladas dentro do conceito free/from que funcionem", garante.

Produtos veganos são sinônimo de produtos bons para a pele?

Não. "Com certeza depende. É fundamental apresentar boa performance, o que ainda é um grande desafio", diz ela.

Em termos de dermocosméticos, para tratar melasmas, olheiras, ou outras condições específicas, já há tratamentos veganos eficazes?

Nesses casos, fica um pouco mais complicado. "Existem inúmeras dificuldades. Uma delas é com a associação de ativos, muito importante em patologias desafiadoras como estas, multifatoriais, em que precisamos agir em diversas etapas dos processo. A necessidade de limitar o uso de conservantes é altamente limitante na elaboração de associações. E é necessário ter muito cuidado com a falta de conservantes para não haver contaminação bacteriana do produto e infecção cutânea. Em geral, a validade dos produtos sem conservantes é muito curta por essa razão, o que acaba impactando no preço", explica.

Os produtos veganos têm um desempenho diferente, os shampoos não fazem tanta espuma, as sombras não espumam tão fácil, por que isso acontece?

"As alternativas a determinadas matérias primas sintéticas, ou de origem não renovável tem algumas limitações. Muitas vezes o sensorial, o aroma são menos atrativos. Mas, assim como acontece com a alimentação, é preciso algum tempo para que as pessoas possam se acostumar", diz. Vale a pena!

Arte: Marina Andrade



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