A crise que levou Evo Morales a convocar novas eleições na Bolívia

10 Novembro 2019
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Image caption Morales anunciou novas eleições depois que Organização dos Estados Americano (OEA) encontrou 'irregularidades' em auditoria realizada na apuração dos votos

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou

neste domingo, 10 de novembro, que convocará novas eleições após vários dias de enfrentamentos violentos nas principais cidades do país. No entanto, não disse quando elas serão realizadas.

Morales também prometeu a renovação do órgão eleitoral, responsável pela apuração dos votos no controverso pleito de 20 de outubro, no qual foi declarado vencedor em primeiro turno e reeleito para seu quarto mandato presidencial.

O mandatário boliviano fez o anúncio pouco depois da publicação de um relatório preliminar da auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA), no qual são mencionadas várias "irregularidades".

A OEA chegou à conclusão que era estatisticamente improvável que Morales tivesse vencido o pleito com a margem de 10% necessária para evitar um segundo turno das eleições.

A auditoria do órgão internacional também encontrou cédulas de votação alteradas e com assinaturas falsificadas.

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Image caption Confrontos violentos vêm sendo registrados na Bolívia desde resultado de eleição de 20 de outubro, que deu quarto mandato a Morales

A OEA assinalou ainda que, em muitos casos, a cadeia de custódia do voto não foi respeitada e que houve manipulação de dados.

Morales disse que aceitaria a recomendação da OEA de subsituir todos os membros do Supremo Tribunal Eleitoral, fortemente criticados pela apuração dos votos nas eleições do mês passado.

Desde o resultado do pleito, apoiadores e críticos de Morales vêm se enfrentando por todo o país. Nos últimos dias, houve levantes de policiais e militares que se recusaram a reprimir os manifestantes, o que fez com que o presidente boliviano falasse de 'golpe de Estado'.

Relatório da OEA

O relatório da OEA só seria divulgado na próxima segunda-feira, 13 de novembro, mas foi adiantado "por conta da gravidade das denúncias", afirmou o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, por meio de um comunicado neste domingo, 10 de novembro.

Na nota, Almagro pede que a eleição do último dia 20 de outubro seja "anulada e que o processo eleitoral comece novamente".

A OEA também recomendou que o governo boliviano realizasse um novo pleito "assim que existam novas condições que deem garantias de sua realização, entre elas uma nova composição do órgão eleitoral".

Nas eleições de 20 de outubro, o órgão eleitoral iniciou uma apuração rápida dos votos, que indicava a possibilidade de segundo turno até os 80% das urnas apuradas.

No entanto, três horas depois, essa contagem foi interrompida por 24 horas, enquanto se acelerou a contagem "voto a voto".

Quando os resultados foram anunciados, Morales estava na frente com mais de dez pontos percentuais de vantagem sobre o rival, o ex-presidente Carlos Mesa.

Desde então, confrontos violentos vêm sendo registrados por todo o país.

Morales governa a Bolívia desde 2006.

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