Bolsonaro sugere que manter teto de gastos depende de programa social

05 Setembro 2019
Marcos Corrêa / Presidência da República

BRASÍLIA - (Atualizada às 11h46) - Em discurso no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu nesta quinta-feira que o cumprimento da regra do teto de gastos depende da dedução de despesas em programas sociais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Bolsa Família. "Eu dei uma tuitada, onde eu falei que o teto de gastos tem que ser preservado", afirmou.

"Ele [o limite de gastos imposto pela regra do teto] está sendo pressionado por despesas obrigatórias [...] Nós devemos combater lá embaixo para diminuir as despesas obrigatórias", prosseguiu o presidente. "Gastamos bilhões com BPC e Bolsa Família; se você dá meios para as pessoas, elas largam esses programas."Bolsonaro disse então que é preciso combater fraudes e desperdícios.

Em mensagem postada no Twitter, o presidente defendeu nesta quinta a manutenção da regra do teto de gastos adotado na gestão do ex-presidente Michel Temer. "Temos que preservar a Emenda do Teto. Devemos sim, reduzir despesas, combater fraudes e desperdícios. Ceder ao teto é abrir uma rachadura no casco do transatlântico. O Brasil vai dar certo. Parabéns a nossos ministros pelo apoio às medidas econômicas do Paulo Guedes", escreveu o presidente na rede social.

Na última quarta-feira, em entrevista coletiva na entrada do Palácio do Alvorada, Bolsonaro disse que a regra se tratava de uma "questão de matemática" que nem precisaria ser respondida. Mas, no final do dia, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que o presidente defendia que a Lei do Teto de Gastos seja alterada, pois, caso isso não aconteça, a máquina pública será paralisada.

"A Lei do Teto de Gastos do governo foi aprovada pelo Congresso em 2016, limitando o crescimento das despesas ao índice da inflação do ano anterior. O presidente defende uma mudança nesta lei porque, se isso não for feito, nos próximos anos a tendência é o governo ficar sem recursos para pagar despesas de manutenção da máquina pública", disse o porta-voz.

PGR

No mesmo evento, o presidente informou que "talvez" apresente ainda nesta quinta sua indicação para próximo Procurador-Geral da República, nome que depois precisará ser aprovado pelo Senado. "Não pode ser um radical na área ambiental e prejudicar o nosso agronegócio", afirmou.


Em breve novidade aqui!!!

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