Como passar o verão inteiro livre de micose?

10 Janeiro 2020

Com certeza, você já ouviu falar em micose. Ela é uma infecção causada por excesso de fungos que atinge unhas, pele e cabelos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia

(SBD). Com a umidade e o calor, a proliferação de fungos é favorecida, o que faz a micose ser uma das doenças comuns no verão.

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A micose é causada pela proliferação de fungos, que é favorecida pelo clima de verão

Mas com alguns cuidados - e entendendo melhor o que é micose - dá para passar os dias mais quentes do ano livre do problema.

Sintomas e contaminação

A micose geralmente surge quando os fungos que a pele abriga diariamente passam a se reproduzir muito rápido, de acordo com a dermatologista Bárbara Carneiro. Normalmente os sinais de alerta incluem vermelhidão, manchas brancas, prurido (coceira) e mudança de cor nas unhas.

A doença é transmitida por contato direto com a pessoa contaminada, pelo uso comum de roupas e toalhas e pelo contato com superfícies contaminadas como pisos de banheiros, vestiários, saunas e piscinas.

É por isso que na época de verão, essa infecção é favorecida. Além do clima quente e úmido, a dermatologista Claudia Marçal comenta que "é no verão que as pessoas frequentam mais locais como praia e piscina, que também contribuem para a proliferação desses fungos".

Tipos de micose

Como ressaltam os especialistas, há diversos tipos de micose. Saiba mais:

Ptiríase versicolor: Muito comum na época do verão e causada pelo fungo Malassezia furfur, é também chamada de "pano branco" ou "micose de praia".

Tineas (tinhas): Caracterizada pela coceira e vermelhidão, sobretudo em áreas de atrito. Ocorre pelo fungo Tinea cruris quando acomete a virilha, provocando manchas, coceira e descamação. Mas também tem a tínea capilar, que causa coceira, lesões, crostas e falhas no couro cabeludo.

Pedis: Conhecida como "pé de atleta" ou "frieira" e ocasionada principalmente pelos fungos Trichophyton, Microsporum ou Epidermophyton; afeta geralmente áreas da sola do pé e entre os dedos. Gera descamação, coceira, mau cheiro e vermelhidão.

Onicomicoses: Geralmente é evidente por conta da unha amarelada, deformada e grossa. A região ao redor da unha pode ser contaminada e a micose pode aparecer tanto nas unhas dos pés quanto das mãos. As unhas costumam ficar bem frágeis.

Candidíase : Infecção provocada pelo fungo Candida albicans que pode se
manifestar na boca e nos genitais femininos ou masculinos, com placas ou
corrimentos branco. Na boca, causa aftas, lesões e placas avermelhadas.

Impingen : Erupção cutânea vermelha com uma área esbranquiçada no meio.

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Tratamento para micose

Como afirma Claudia, o tratamento consiste no uso de soluções antifúngicas a base de terbinafina, cetoconazol e seus derivados e varia de acordo com o tipo de infecção. Em casos mais graves, dependendo da extensão do problema e de sua resistência, pode ser necessária também a administração de medicamentos antifúngicos por via oral.

"É importante que o paciente tome alguns cuidados, como não manipular, coçar ou retirar a pele do local afetado; não usar pomadas com corticoide, já que essas apenas mascaram os sintomas; e evitar a automedicação, pois existe a chance de aumentar a resistência do fungo a outros medicamentos antifúngicos, comprometendo o tratamento", declara ela.

Também não é indicado que se façam "receitinhas caseiras", pois podem agravar o quadro clínico do paciente. Caso não tratada, a micose pode ocasionar o surgimento de doenças bacterianas.

A coceira intensa, por exemplo, pode causar ferimento e favorecer o surgimento de uma outra infecção. "Se o paciente possui câncer ou HIV, a micose pode ter formas mais invasivas", alerta Bárbara.

Micose pode ser evitada com hábitos como secar bem o corpo após o banho%2C principalmente nas dobras
Reprodução/Shutterstock
Micose pode ser evitada com hábitos como secar bem o corpo após o banho, principalmente nas dobras


Prevenção

Para se prevenir contra a micose, é ideal realizar a higienização básica do corpo diariamente e dar preferência para roupas de algodão que permitem a pele respirar, trocando-as com frequência, principalmente se estiverem úmidas ou suadas.

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Também é recomendado evitar andar descalço em lugares públicos, principalmente em superfícies molhadas, bem como não compartilhar itens pessoais (roupas e toalhas). Um conselho de Claudia é secar bem a pele após banho, praia ou piscina, principalmente em lugares de dobra, como entre os dedos e virilha.

A médica Bárbara afirma também que o uso de sandálias próprias para tomar banho em academias e clubes é essencial para se prevenir da micose, além de não usar roupas apertadas ou que esquentam muito e não compartilhar alicates ou tesouras de unha.

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