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Trump publica trechos do primeiro telefonema entre ele e o presidente da Ucrânia

15 Novembro 2019

Conteúdo apresenta contradição com o informado pela Casa Branca em abril: diferentemente do que disse o governo dos EUA à época, o trecho não apresenta menção de Trump sobre
'ajudar a Ucrânia a se livrar da corrupção'. Volodymyr Zelensky e Donald Trump durante encontro em Nova York, em 25 de setembro de 2019 Saul Loeb / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta sexta-feira (15) trechos do primeiro telefonema que teve com Volodymyr Zelensky, então presidente eleito da Ucrânia, para parabenizá-lo logo após o resultado das eleições de abril. Uma outra ligação entre os dois, feita em julho, foi o estopim para a abertura de um inquérito de impeachment contra o norte-americano (leia mais no fim da reportagem). De acordo com a agência Associated Press, o presidente liberou a nova transcrição para tentar aliviar as acusações de pressão à Ucrânia no caso Joe Biden – os trechos do telefonema de abril não mostram nada que indicasse a conduta. Porém, um comunicado emitido pela Casa Branca após esse primeiro telefonema afirmava que Trump se comprometeu a ajudar a Ucrânia a "se livrar da corrupção". E os trechos divulgados não mostram essa menção. Initial plugin text No telefonema, os dois presidentes convidaram um ao outro para visitarem os respectivos países. O encontro ocorreu em meio à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York no fim de setembro, pouco depois da abertura do inquérito de impeachment contra Trump. Segundo a transcrição divulgada nesta sexta, o presidente norte-americano ainda elogiou o povo ucraniano. "Quando eu era dono do Miss Universo, eles sempre tinham um grane povo. A Ucrânia sempre esteve bem representada", disse. "Teremos muito o que conversar ainda, mas estou com você neste caminho", completou Trump. Inquérito de impeachment Ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia Marie Yovanovitch na Câmara dos EUA nesta sexta-feira (15) Jim Bourg/Reuters Trump liberou a conversa ocorrida em abril entre ele e Zelensky no mesmo dia em que ele recebe acusações de pressionar a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia Marie Yovanovitch. Após reafirmar ao Congresso dos EUA que se sentiu acuada ao ler a transcrição do telefonema de julho entre os dois presidentes, o republicano disparou uma série de tuítes para criticá-la. "Todos os lugares por onde Yovanovitch passou deram errado", escreveu Trump. "Ela começou na Somália, e o que aconteceu? Depois foi rápido para a Ucrânia, e o novo presidente ucraniano falou de maneira desfavorável sobre ela na minha segunda ligação para ele." Marie Yovanovitch, ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia, depõe no Congresso dos EUA nesta sexta-feira (15) Sarah Silbiger/Reuters O depoimento de Yovanovitch a congressistas norte-americanos pode complicar ainda mais Trump no processo de impeachment contra ele porque a investigação apura se o presidente dos EUA pressionou instituições estrangeiras. O republicano é investigado se cometeu crime ao pedir ao presidente ucraniano que investigasse Joe Biden, ex-vice-presidente e pré-candidato à Casa Branca em 2020, e o filho dele, Hunter. Congressistas do Partido Democrata reclamaram dos tuítes de Trump enquanto Yovanovitch ainda discursava. "Enquanto estamos aqui, o presidente está atacando você no Twitter", disse o deputado Adam Schiff. "Bem, isso é muito intimidador", respondeu a ex-embaixadora. Em seguida, os congressistas saíram em defesa da ex-embaixadora. "Quero que a senhora saiba que alguns de nós levamos intimidações muito, muito a sério", acrescentou Schiff. A presidente da Câmara, a oposicionista Nancy Pelosi, admitiu não ter lido as mensagens de Trump, mas disse: "Intimidar testemunhas é crime". Initial plugin text

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