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Amiga de Anne Frank, sobrevivente do Holocausto, envia foto a alunos de psicologia do Acre que escreveram carta a ela

15 Novembro 2019

Carta foi enviada em agosto e resposta chegou no final de outubro. E-mail veio com foto da escritora com a carta dos estudantes. Holandesa amiga de Anne Frank com
carta de alunos de psicologia do Acre Arquivo pessoal Os alunos do curso de psicologia de uma universidade de Rio Branco receberam um e-mail que foi uma verdadeira surpresa. Dois meses depois de escreverem uma carta conjunta para a holandesa Nanette Blitz Konig, amiga de Anne Frank e que esteve com ela nos últimos dias de vida no campo de concentração, receberam a resposta através do marido dela, John Konig. Na carta, escrita por 25 estudantes e o professor de psicologia Mychael Douglas, que foi quem teve a ideia, eles contaram sobre a experiência após leitura do livro "Eu sobrevivi ao Holocausto" e enviaram perguntas a escritora de 90 anos. A carta foi enviada em agosto e a resposta chegou no dia 30 de outubro. "Sim, recebemos tudo. Ela leu sua carta. Infelizmente a memória curta não funciona mais. Lemos juntos os comentários dos estudantes, ficamos contentes que a leitura do livro foi útil para eles. Vamos responder as perguntas, que aliás, normalmente surgem, mas vai demorar. Temos problemas de saúde que precisamos tratar e um programa intenso no mês de novembro. Agradecemos a colaboração e parabéns pela iniciativa", reponde Konig. Emocionado, o professor disse que alguns alunos vão emoldurar a fotografia enviada pelo marido de Nanette, onde ela segura a carta dos estudantes, na resposta dada a eles. "Ficamos muito felizes com essa resposta. Os alunos ficaram emocionados. Alguns disseram que nunca imaginaram conseguir um feito tão importante. Então, ficaram muito empolgados em saber que alguém que sobreviveu à Segunda Guerra Mundial e respondeu os alunos aqui do Acre. Então, eles ficaram felizes e eu muito mais feliz ainda", contou Douglas. Marido de Nanette responde carta conjunta de estudantes Arquivo pessoal Amiga de Anne Frank Douglas é professor de psicologia e disse que incentivou os alunos a fazerem a leitura do livro de Nanette que conta sobre a experiência que ela teve no Holocausto e após o período difícil, ela se estabeleceu em São Paulo, no final da década de 1950. "Ela foi amiga de Anne Frank, estudou com ela no colégio, lá na Holanda, e esteve com ela nos últimos dias de vida, no campo de concentração de Bergen Belsen. Comprei o livro e li e sugeri para turma de a gente escrever uma carta conjunta", conta. Estudantes escrevem carta a escritora que sobreviveu ao holocausto Arquivo pessoal A convivência entre Nanette e Anne Frank faz parte do livro da holandesa, “Eu sobrevivi ao Holocausto – o comovente relato de uma das últimas amigas vivas de Anne Frank”, publicado em 2015. O professor diz que foram feitas muitas perguntas para a escritora radicada no Brasil. "Como o que motivou ela a sobreviver? O que dá força pra ela suportar isso até hoje? Se ela ainda carrega esses traumas? Se ainda tem pesadelo? Como era no campo de concentração e como foi a adaptação dela no Brasil", disse. Os questionamentos, segundo respondeu o marido de Nanette, vão ser respondidos ainda posteriormente. "Ela já está muito velhinha e debilitada. Ele respondeu a carta informando que ela leu e ficou muito emocionada, parabenizou pela iniciativa e também nos mandou uma foto dela segurando a nossa foto, com todos os alunos. Mas por enquanto a gente teve essa resposta que ela leu e ficou emocionada", disse o professor. Carta conjunta aguarda resposta de perguntas de estudantes Arquivo pessoal

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