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Homens armados invadem sede do partido de Guaidó em Caracas, na Venezuela

15 Novembro 2019

Vestidos de preto e com os rostos cobertos, eles levaram câmeras de segurança e suas gravações, alguns computadores, dinheiro e as identificações dos presentes. Grupo entrou à força
nos escritórios do Vontade Popular, onde havia cerca de 30 pessoas. O presidente autoproclamado da Venezuela Juan Guaidó fala a jornalistas durante entrevista coletiva em Caracas, na sexta-feira (15) Federico Parra/AFP Homens armados e com os rostos cobertos invadiram nesta sexta-feira (15) na sede, em Caracas, do partido do Juan Guaidó, um dia antes de um protesto contra o presidente Nicolás Maduro, e levaram computadores, denunciaram dirigentes e testemunhas. Vestidos de preto, com armas longas e pistolas, os encapuzados entraram à força nos escritórios do Vontade Popular, no leste da capital, onde havia cerca de 30 pessoas. "Foram vítimas de um sequestro, de amedrontamento", denunciou à imprensa Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por meia centena de países, após chegar ao local minutos depois da partida dos homens. Homens encapuzados invadem partido de Juan Guaidó na Venezuela Segundo declarações de testemunhas à imprensa, os encapuzados, que não se identificaram como membros de uma instituição armada, levaram câmeras de segurança e suas gravações, alguns computadores, dinheiro e as identificações dos presentes. Em um vídeo difundido pelo grupo político no Twitter ouve-se um homem gritando "todos no chão" e pedindo os celulares das pessoas ali reunidas, que depois depositaram em uma caixa. "Já chega da ditadura continuar amedrontando nossa gente, por isso vamos amanhã com força às ruas em toda a Venezuela!", disse Guaidó, que convocou protestos para o sábado para exigir que Maduro deixe o poder. O presidente socialista também pediu a seus partidários a se mobilizarem no sábado e advertiu a oposição que não vai tolerar que se tente emular o "golpe de Estado" sofrido por seu aliado boliviano Evo Morales, segundo ele com cumplicidade dos Estados Unidos. Mais cedo, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, denunciou que Washington promove "atos de desestabilização e chamados à violência na Venezuela para as próximas horas". "Vão fracassar uma e mil vezes. A Venezuela é povo de paz", advertiu.

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