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Assessor confirma que ouviu Trump perguntar sobre investigação de Biden

16 Novembro 2019

Declaração de funcionário reforça testemunho do embaixador dos EUA em exercício na Ucrânia, Bill Taylor, e pode complicar presidente americano. Trump discursa na Casa Branca em Washington Reuters/Tom Brenner Um
assessor da embaixada dos Estados Unidos na Ucrânia confirmou, nesta sexta-feira (15), que escutou Donald Trump perguntar a um embaixador sobre "as investigações". A declaração de David Holmes foi dada durante audiência sobre inquérito do impeachment. As informações são da CNN. O depoimento de Holmes reforçou o testemunho de Bill Taylor, o principal diplomata dos EUA na Ucrânia. Na última quarta-feira (13), Taylor revelou que um de seus assessores estava com o embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland, enquanto ele conversava por telefone com Trump . Trump ataca ex-embaixadora na Ucrânia durante depoimento dela A ligação teria acontecido após uma reunião com os ucranianos em 26 de julho — um dia depois do controverso telefonema entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no qual o americano teria feito pressão para abrir as investigações de Joe Biden, o que motivou o pedido de impeachment. Segundo Holmes, ele conseguiu ouvir Trump perguntar sobre a investigação, ao que Sondland teria respondido que Zelensky faria 'qualquer coisa' que o presidente pedisse. Holmes explicou que foi possível ouvir a ligação porque 'a voz do presidente era muito alta e reconhecível". O próprio Sondland vai depor durante as audiências públicas na próxima semana. David Holmes, funcionário da embaixada dos EUA na Ucrânia, chega para depôr a portas fechadas em processo de Trump Reuters/Yara Nardi Impeachment O foco do inquérito de impeachment é um telefonema em 25 de julho, no qual Trump pediu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, eleito em maio, para abrir investigações sobre Joe Biden e seu filho, Hunter, que trabalhou para uma empresa ucraniana. Biden é um dos pré-candidatos e poderá disputar a eleição presidencial de 2020 nos EUA pelo Partido Democrata. Uma comissão investiga se Trump abusou de seu poder retendo US$ 391 milhões em ajuda de segurança dos EUA à Ucrânia como forma de pressão, condicionando sua liberação à colaboração na investigação por ele solicitada. O dinheiro, aprovado pelo Congresso dos EUA para ajudar um aliado dos EUA a combater os separatistas apoiados pela Rússia na parte oriental do país, foi posteriormente fornecido à Ucrânia. Após inquérito, o processo vai a votação na Câmara e, se aprovado, a julgamento no Senado. Trump só perde o cargo se ao menos dois terços dos senadores votarem a favor de sua cassação.

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