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Protestos contra aumento da gasolina no Irã deixam um morto

16 Novembro 2019

O anúncio surpresa de que o preço da gasolina deverá subir pelo menos 50% no país levou milhares de pessoas às ruas em várias cidades de todas as regiões
iranianas. Protesto de motoristas para rodovia contra aumento do preço da gasolina em Teerã neste sábado (16) Nazanin Tabatabaee/Wana (West Asia News Agency) via Reuters Uma pessoa morreu durante uma manifestação contra o aumento do preço da gasolina na sexta-feira (15) à noite em Sirjan, na região central do Irã, informou neste sábado (16) a agência iraniana Isna.  "Infelizmente uma pessoa morreu", disse Mohammad Mahmudabadi, o governador interino de Sirjan, citado pela agência, que também mencionou civis feridos nos protestos. A causa da morte não foi revelada. O anúncio surpresa de que o preço da gasolina deverá subir pelo menos 50% no país levou milhares de pessoas às ruas em várias cidades de todas as regiões iranianas, como Machhad (norte), Ahvaz, Chiraz e Bandar Abbas (sul), Birjand (leste) e Gachsaran, Abadan, Khoramshahr e Mahshahr (sudoeste). Em Sirjan, os manifestantes atacaram postos de combustível e tentaram provocar incêndios. Os protestos foram dispersados pela polícia. Autorização para atirar ao alto O governador da província indicou que “os policiais não tinham autorização para atirar [nos manifestantes], apenas para disparar para o alto em sinal de advertência”. O governo afirma que a elevação do valor do combustível vai resultar em redistribuição de renda para as famílias “com mais dificuldades” na atual crise econômica, ou seja, 75% da população. Os manifestantes e parte da classe política avaliam que o momento para a alta é inadequado, a poucos meses das eleições legislativas de fevereiro. Histórico de tentativas de aumento Em dezembro de 2018, o presidente Hassan Rohani já tinha tentado aumentar o preço da gasolina, mas o Parlamento bloqueou o projeto, em meio a protestos contra medidas de austeridade adotadas à época. A economia do Irã sofre com o retorno das sanções americanas e deve se retrair 9% em 2019, conforme projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional). Agora, o objetivo é passar o valor do litro de 10.000 riais (menos de R$ 1) para 15.000 riais (R$ 1,49). A previsão é de que o reajuste resulte em 300.000 bilhões de riais (R$ 30 bilhões) por ano para os cofres públicos. Faz mais de 10 anos que Teerã tenta reajustar os valores. O país, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, é um dos que mais aplica subvenções para a gasolina. Com informações da AFP

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