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Número de mortos em confronto entre polícia boliviana e apoiadores de Evo sobe para 9

16 Novembro 2019

Enfrentamento perto de Cochabamba também deixou mais de 100 feridos. Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou o uso desproporcional da força. Mulheres passam por pertences abandonados por apoiadores de
Evo Morales em Sacaba, perto de Cochabamba, após confronto de sexta-feira (15) Danilo Balderrama/Reuters Subiu para 9 o número de mortos nos confrontos entre forças de segurança e produtores de coca bolivianos leais ao ex-presidente Evo Morales na noite de sexta-feira (15), disse o ouvidor regional à Reuters, levando Morales a denunciar um "massacre". Os confrontos também deixaram mais de 100 feridos. No Twitter, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou o uso desproporcional da força e disse que o Estado tem obrigação de garantir o direito à vida e à integridade física daqueles que protestam pacificamente. Confronto entre policiais e apoiadores de Evo Morales deixa 9 mortos na Bolívia Milhares de apoiadores de Evo Morales tentavam chegar à cidade de Cochabamba para se opor ao governo interino de Jeanine Áñez, que se declarou presidente. A mobilização foi interceptada no rio Huayllani, perto de Sacaba, onde houve o confronto. Morales renunciou sob pressão da polícia e das Forças Armadas da Bolívia no domingo passado, depois que relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou fraude eleitoral na vitória do então presidente na votação de 20 de outubro. Ele então se asilou no México. Pelo Twitter, Evo, que está asilado no México, pediu "às forças armadas e à polícia boliviana que parem o massacre". Initial plugin text Segundo a AFP, o comandante da Polícia de Cochabamba, coronel Jaime Zurita, disse que os manifestantes "portavam armas, escopetas, coquetéis molotov, bazucas caseiras e artefatos explosivos". "Estão usando dinamite e armamento letal como (fuzis) Mauser 765. Nem as forças armadas, nem a polícia têm esse calibre, por isso estou alarmado", acrescentou Zurita. O ex-presidente chamou sua saída do poder de "golpe" e criticou as crescentes acusações de repressão dura pelas forças de segurança bolivianas. "Os líderes do golpe massacram povos indígenas e humildes porque elas pedem por democracia", disse Morales no Twitter na sexta-feira, após relatos de mortes. Agentes jogam gás de pimenta em manifestantes na Bolívia Marco Bello/Reuters A violência na Bolívia se soma a uma onda de agitação na região, incluindo no vizinho Chile, onde protestos contra as desigualdades sociais saíram de controle e deixaram pelo menos 20 mortos. O ouvidor regional de Cochabamba, Nelson Cox, disse que os registros hospitalares na região de cultivo de coca mostram que a "grande maioria" das mortes e ferimentos de sexta-feira foi causada por disparos de arma de fogo. Ele chamou a reação das forças de segurança da região de "ato de repressão". "Estamos trabalhando com a ouvidoria nacional para realizar autópsias para determinar a causa da morte e buscar justiça para essas vítimas", afirmou Cox à Reuters em entrevista na manhã de sábado. Entenda o que é a wiphala e como a questão indígena na Bolívia acirrou a crise política no país Os apoiadores de Morales continuam agindo, bloqueando as principais vias, cortando oleodutos e lançando protestos em massa nas ruas de La Paz, El Alto e nas regiões de cultivo de coca há muito tempo leais a ele. Embora a capital La Paz estivesse calma na manhã deste sábado (16), os bloqueios nas rodovias provocaram pânico nas ruas, com muitos correndo para acumular mantimentos, já que os suprimentos estavam diminuindo e os preços subiram. O ouvidor nacional da Bolívia disse na sexta-feira que o total de mortes atingiu 19 desde as eleições de 20 de outubro, número que se acelerou na última semana. A crescente quantidade de corpos levou Morales a adotar um tom mais conciliatório com o governo da presidente interina, Jeanine Añez, nos últimos dias. "Por uma questão de democracia, se eles não querem que eu participe, não tenho problema em não participar de novas eleições", disse Morales à Reuters em entrevista na Cidade do México. Wagner Magalhães/G1 Initial plugin text

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