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Eleição presidencial no Sri Lanka: clã Rajapaksa volta ao poder

17 Novembro 2019

Gotabaya Rajapaksa, muitas vezes apelidado de “Exterminador”, foi eleito à presidência da ilha do sul da Ásia. O presidente eleito do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, acena para seus eleitores
neste domingo (17) Stringer/Reuters Após cinco anos na oposição, o poderoso clã Rajapaksa retornou ao poder no Sri Lanka neste domingo (17), com a eleição de Gotabaya Rajapaksa, muitas vezes apelidado de “Exterminador”, à presidência da ilha do sul da Ásia. "Vamos celebrar com tranquilidade, dignidade e disciplina. E vamos nos lembrar de que todos os cidadãos devem ser incluídos nesta nova aventura", disse Gotabaya Rajapaksa ao anunciar a vitória, poucos minutos depois do rival Sajith Premadasa admitir sua derrota. A estimativa é de Gotabaya Rajapaksa tenha obtido "entre 53 e 54%" dos votos. Os primeiros resultados oficiais já mostravam a tendência deste ex-soldado de 70 anos em direção à maioria dos votos. "É uma vitória clara. Nós tínhamos imaginado isso. Estamos muito satisfeitos que "Gota" seja nosso próximo presidente ", acrescentou seu porta-voz, dizendo que o candidato deve prestar juramento na segunda ou terça-feira. Campanha nacionalista Dos quase 3 milhões de votos já apurados, o irmão do ex-presidente Mahinda Rajapaksa (2005-2015) conquistou 48,2%. A expectativa é de que os resultados nas áreas cingalesas, a maioria étnica do país que forma a base eleitoral do Rajapaksa, o levem acima da marca de 50%. Seu rival Sajith Premadasa, candidato do partido no poder, ficou atrás com 45,3% dos votos, de acordo com os resultados provisórios. Gotabaya Rajapaksa liderou uma campanha nacionalista e focada na segurança em uma nação ainda devastada pelos ataques jihadistas ocorridos na Páscoa, que deixaram 269 mortos. No último dia 21 de abril, homens-bomba explodiram hotéis de luxo e igrejas cristãs durante a celebração de missas. Lembrança de divisão e repressão O clã Rajapaksa deixou uma marca da separação e repressão das minorias: o irmão de Gotabaya, Mahinda, governou a ilha por dez anos com um punho de ferro, ele pôs fim à guerra contra a rebelião tâmil com um banho de sangue que matou mais de 10 mil civis tâmeis. Membros dessa minoria foram presos arbitrariamente, acusados ​​de colaborar com os rebeldes. Gotabaya Rajapaksa, apelidado de "Exterminador", era secretário de Estado da Defesa na época e é acusado por tortura perante o tribunal dos Estados Unidos. Fica a expectativa e a promessa, feita por ele mesmo durante o discurso de vitória, de provar que pode respeitar os direitos das duas principais minorias do país, tâmeis e muçulmanos, que juntos representam 21% da população do Sri Lanka.

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