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Presidente chileno condena violência policial pela 1ª vez

17 Novembro 2019

Ao menos 22 pessoas morreram e milhares ficaram feridas desde o início da crise no país. Piñera comemorou nova Constituição. Policiais detém homem durante protesto no Chile Reuters/Goran
Tomasevic O presidente do Chile, Sebastián Piñera, condenou pela primeira vez neste domingo (17) os abusos cometidos pela polícia nas manifestações que sacodem o Chile há um mês e saudou o acordo feito com o Congresso para convocar um plebiscito para redigir uma nova Constituição. "Houve uso excessivo da força, foram cometidos abusos ou delitos e não se respeitaram os direitos de todos", reconheceu o presidente em pronunciamento à Nação, do palácio presidencial, na véspera de se completar um mês da crise que deixou 22 mortos e milhares de feridos, prestando condolências às famílias das vítimas. No discurso, Piñera ainda comemorou a oportunidade de redigir uma Constituição que substituirá a vigente desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). "Se a cidadania assim o decidir, avançaremos para uma nova Constituição, a primeira na democracia", afirmou o presidente. Membro de forças de segurança dispara gás lacrimogêneo contra manifestantes em Santiago, no Chile, no sábado (16) Reuters/Goran Tomasevic Violência contra manifestantes O observador independente de direitos humanos do Chile afirmou que entraria com uma reclamação formal de assassinato contra oficiais de polícia que teriam impedido paramédicos de tratar uma vítima de ataque cardíaco em meio a protestos na sexta-feira. Mais de 200 pessoas perderam visão em protestos no Chile Forças de segurança atirando gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água fizeram com que fosse impossível que equipes de resgate tratassem apropriadamente a vítima, afirmou o Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile, financiado com dinheiro público. Abel Acuña, de 29 anos, morreu pouco depois, em um hospital de Santiago. O caso se junta a outros 1.000 sendo atualmente investigados por promotores públicos. Acusações de abuso de forças de segurança variam de tortura à violência sexual.

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