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Famílias de Horacio Cartes e do doleiro Dario Messer foram sócias em banco e fazenda

19 Novembro 2019

Ex-presidente do Paraguai governou o país entre 2013 e 2018. Sua família é próxima de Messer, considerado o doleiro dos doleiros, desde a década de 80. Ex-presidente do Paraguai
Horario Cartes, em foto de arquivo de 18 de janeiro de 2018 Jorge Adorno/ Reuters O empresário e ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes foi alvo nesta terça-feira (19) de um mandado de prisão preventiva em um desdobramento da Lava Jato. Ele é suspeito de ter auxiliado na fuga de Dario Messer, considerado o doleiro dos doleiros, que atualmente está preso. Segundo a imprensa paraguaia, o ex-presidente considera Dario Messer como seu "irmão de alma". O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal fluminense, afirma que a relação entre as famílias de Cartes e Messer é antiga e elas já foram sócias em um banco e uma fazenda. Na ordem de prisão, Bretas diz que a relação entre as duas famílias começou ainda na década de 80, quando Dario Messer fundou Cambios Amambay SRL, futuro Banco Amambay (atual Banco Basa), tendo como acionista majoritária o pai do ex-presidente. Ainda, de acordo com Bretas, Horacio Cartes e Dario Messer compraram uma fazenda juntos na década de 90. E, em 2016, em um evento público o ex-presidente paraguaio disse que "Dario seria seu irmão de alma (hermano de alma)". Ajuda na fuga do doleiro O doleiro Darío Messer em Israel, em Julho de 2016 Diario ABC Color Bretas afirma que Horacio também colaborou com a fuga de Dario, que teve a prisão decretada em maio de 2018, mas só foi preso em julho de 2019. A ordem judicial afirma que imagens colhidas no celular de Dario em junho de 2018, logo depois da Operação Câmbio Desligo, mostram que ele encaminhou quando estava foragido uma carta para alguém que tinha a alcunha de "patrão", solicitando U$ 500 mil para arcar com gastos jurídicos iniciais. A polícia concluiu que "patrão" fazia "referência ao contato "Rei", salvo na agenda de Dario, que era o número de Horacio. O valor, escreveu Bretas, foi repassado ao doleiro por intermédio de Roque Fabiano Silveira - também alvo do pedido de prisão preventiva desta terça. Com a ordem de prisão, o nome de Cartes será colocado na Difusão Vermelha da Interpol -- a lista de procurados distribuída em aeroportos do mundo todo. Novato levou Colorado de novo ao poder Em 2013, Cartes venceu Efraín Alegre, do Partido Liberal, e se elegeu presidente do Paraguai. Considerado um dos mais ricos do país, ele foi eleito prometendo acabar com a pobreza, que na época atingia quase a metade de país, colocar fim ao nepotismo no Partido Colorado e modernizar a burocracia estatal paraguaia. Sua eleição representou o retorno ao poder do conservador Partido Colorado, que dominou a política local por mais de 60 anos, incluindo os mais de 30 anos da ditadura de Alfredo Stroessner. A hegemonia do partido havia sido interrompida em 2008, ano da eleição de Fernando Lugo, deposto do cargo pelo Congresso em um polêmico impeachment em 2012. Na época, Lugo, que era sociólogo e ex-bispo católico de esquerda, foi acusado "mau desempenho de suas funções". O ex-chefe de estado paraguaio é presidente do Grupo Cartes, um conglomerado de empresas que produzem bebidas, cigarros e charutos, roupas e carnes, além de gerenciar diversos centros médicos. Ele se associou ao Partido Colorado apenas em 2009. Por isso, quando assumiu a presidência da república, aos 56 anos, ele era considerado um nome novo na política. Porém, ele já era muito conhecido por sua trajetória empresarial. Após cursar a universidade nos Estados Unidos, ele retornar ao Paraguai para iniciar sua vida no mundo dos negócios, na empresa do pai, Ramón Telmo Cartes Lind. Cartes deixou o cargo em 2018 sob suspeitas de favorecer os amigos e de acobertar casos de corrupção.

Em breve novidade aqui!!!

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