-->

Moro critica Ibaneis Rocha por pedido de transferência de Marcola

14 Fevereiro 2020

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, criticou nesta sexta-feira, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que Marcos Camacho,

o Marcola, um dos líderes de uma facção de São Paulo, seja transferido do presídio federal de Brasília. Segundo Moro, para quem o governador tem feito as reclamações por “razões políticas”, a atitude de Ibaneis não é a “mais responsável”.

Leia também: Brasil tem 773 mil presos, alta de 3,89% em relação ao semestre anterior

Jorge William/Agência O Globo
Marcola já foi condenado a mais de 330 anos de prisão


Desde o início do ano passado, quando Marcola foi transferido, o governador tem se queixado. Na quarta-feira, ele levou o assunto ao STF. No fim de dezembro, o Exército chegou a reforçar a segurança no entorno do presídio depois de surgir uma informação sobre um suposto plano de fuga. Para Moro, não há risco para a população do Distrito Federal.

"Não existe nenhum risco que possa justificar qualquer temor da população. Até se lamenta que esse tema seja trazido tantas vezes pelo governador, gerando a percepção equivocada de que haja alguma insegurança. Não penso que é a atitude mais responsável", criticou o ministro durante o lançamento dos dados do Infopen 2019.

Moro afirmou que não há registros de rebeliões em nenhum presídio federal, tampouco da entrada de celulares. Ele afirmou que o regime dentro das unidades é de “absoluto rigor”. Além de Brasília, há presídios federais em Catanduvas (PR), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Campo Grande (MS). Há atualmente 616 detentos no sistema federal, que recebe os presos tidos como mais perigosos.

"Única pessoa que tem reclamado sobre essa permanência é o governador do Distrito Federal, a meu ver mais por razões políticas do que por razões concretas. Não vi nenhuma reverberação dessa reclamação na sociedade do Distrito Federal", disse Moro.

Leia também: “Hans mentiu”, diz presidente da CPI da Fake News sobre acusação contra repórter

O episódio é mais um capítulo do desconforto entre o ministro e o governo do Distrito Federal. No mês passado, o secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, foi um dos mais ferrenhos defensores da recriação do Ministério da Segurança Pública, deixando Moro só com a Justiça. Auxiliares do ministro atribuem também a França, que é delegado da Polícia Federal. O movimento que tentou tirar do cargo o diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, no ano passado. Procurado, o governador Ibaneis Rocha ainda não se pronunciou.


Em breve novidade aqui!!!

We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree