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PMs deixam batalhões no Ceará após senador Cid Gomes ser baleado

20 Fevereiro 2020
Herbert Cordeiro/ Facebook
Policiais militares, que participavam do motim no Ceará, desocuparam os batalhões após senador Cid Gomes ser baleado.


O 3º Batalhão da Polícia Militar em Sobral, onde

o senador licenciado Cid Gomes (PDT) foi alvejado na última quarta-feira (19), voltou para o controle do governo do Ceará. Os policiais grevista ocupavam o prédio desde à noite de terça-feira (18), e deixaram o local antes da chegada do Batlhão de Choque da PM.

O senador licenciado Cid Gomes usou uma retroescavadeira contra os grevistas que estavam amotinados no 3º Batalhão. Antes de ser alvejado, Gomes deu um ultimato aos policiais encapuzados que ocupavam o local.

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"O movimento de vocês é ilegal. Vocês têm cinco minutos para pegarem os seus parentes, as suas esposas, os seus filhos e sair daqui em paz. Cinco minutos, nem um a mais", disse o senador.

O tempo expirou e os grevistas permaneciam nas dependências do Batalhão, foi quando o senador investiu contra os grevistas com uma retroescavadeira. Os manifestantes responderam atacando pedras e com dois disparos contra o ex-governador do Ceará. Um dos projetéis atingiu o peito do senador.

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Gomes foi levado para o Hospital do Coração de Sobral, onde permaneceu na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) até a manhã desta quinta-feira. Os médicos apontam que o estado de saúde do político é estável.

Autoridades políticas se manifestaram demonstrando preocupação com o senador, como o presidente do Senada Federal Davi Alcolumbre, que afirmou ter ligado para o pedetista.

"Acompanho com preocupação os desdobramentos do ocorrido com o senador Cid Gomes, na tarde desta quarta-feira (19), em Sobral, no Ceará. Entrei em contato o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e com o governador do Ceará, Camilo Santana, para obter informações e garantir a segurança do parlamentar", disse Alcolumbre em nota.

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O governador do Ceára, Camilo Santana (PT), aliado de Cid e Ciro Gomes no estado, repúdiou o ato dos policiais os quais qualificou como "inaceitável" e de "extrema violência" praticada "por um grupo de policiais mascarados, amotinados num quartel". O governador afirmou que já havia solicitado apoio do Governo Federal, por meio dos ministros Luiz Eduardo Ramos e Sergio Moro, "para uma ação enérgica contra essas pessoas que têm agido como criminosos. Esses crimes não ficarão impunes".

Até o momento, três policiais foram presos e 261 estão sendo investigados por participar do motim no Ceará, que foi declarado crime pela justiça na segunda-feira (17).

Dois batalhões foram atacados pelos grevistas, que roubaram dez vituras em um dos quartéis e esvaziaram os pneus de outras ao atacarem a segunda unidade, em Sobral. Os manifestantes também vestiram máscaras e determinaram toque de recolher para os comerciantes da cidade.Os protestos já se espalharam por pelo menos sete cidades cearenses.



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