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Ministério da Saúde deve explicar gasto de R$ 144 mi em teleatendimentos do SUS

21 Mai 2020
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Atendimentos à distância do SUS são destinados a pacientes suspeitos da Covid-19


Nesta quinta-feira, 21, foi determinado pelo ministro Benjamin Zylmer, do Tribunal de Contas

da União (TCU) que o Ministério da Saúde deve explicar a contratação da empresa Topmed Assistência à Saúde, encarregada do serviço Telesus, do Sistema Único de Saúde ( SUS), durante a pandemia do novo coronavírus.

Há dez dias, o Ministério Público (MP) afirmou que havia sobrepreço em contrato. O serviço foi contratado no dia 14 de março, ainda na gestão de Luiz Henrique Mandetta (DEM). Ele foi demitido em 16 de abril.

O MP observou também que o preço do teleatendimento foi aumentado e, agora, é mais caro que o atendimento prestado presencialmente no SUS. Enquanto cada consulta presencial custa R$ 12, esse preço é de R$ 21 no atendimento à distância.

No entanto, constava no contrato que cada paciente teria um custo de R$ 5,80 para a Topmed. O primeiro contrato estava orçado em R$ 26 milhões, mas chegou a R$ 144 milhões.

Zymler definiu que responsáveis pela contratação sejam chamados para esclarecimentos. Assim, devem estabelecer, em seguida, quais atuantes no Ministério devem falar.

Sobrepreço em teleatendimento

No dia 11 de maio, o Ministério da Saúde foi acusado de contratar serviço de atendimento à distância com sobrepreço pelo Ministério Público de Contas. O “Telesus” serviria para fazer o atendimento de pessoas com suspeita de Covid-19 para não precisarem sair do isolamento social e se dirigirem para unidades de pronto atendimento, caso não fosse necessário.

Leia também: PF apura desvio de verbas utilizadas no combate à Covid-19 no Amapá

O possível paciente buscaria o atendente pelo 136 para que fosse orientado. Os responsáveis pelos atendimentos teriam de ser formados em alguma especialidade da área da saúde. A pasta da Saúde afirma que cerca de 78 mil pessoas foram atendidas só no primeiro mês.

A Topmed expressou não haver sobrepreço ou irregularidades no contrato de seis meses, que foi “firmado em observância às disposições da lei”, mas não ofereceu dados e números de atendimentos realizados. Além disso a empresa diz ainda não ter recebido recursos do ministério.

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