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Teich diz que Brasil não aprende com erros: "Pandemia não tem hora para acabar"

30 Junho 2020
Erasmo Salomão/MS
Nelso Teich também criticou a demora em nomear um ministro efetivo para a pasta da saúde

O ex-ministro da saúde, Nelso Teich, disse hoje que o Brasil não tem

aprendido com os erros durante cometidos durante a pandemia. Em entrevista concedida hoje (30) à rádio Eldorado, o oncologista disse que o momento atual ainda deve se estender por um longo período: "Essa situação da pandemia não tem hora para acabar", declarou.

Segundo ele, é preciso promover uma reforma completa nas ações de combate à crise da saúde, com “informações e cooperação” entre o governo federal, os estados e os municípios.

“Não temos um aprendizado com o que está ocorrendo. O isolamento vai e volta, mas não vejo ninguém explicando por que deu certo ou errado. A discussão sobre bloqueio é pobre, cada vez mais difícil de conseguir. A reação é cada vez mais difícil. Todo o mundo deve tentar criar um programa único (de distância) e recuperar zero. Essa situação da pandemia não tem hora para acabar ”, disse.

De acordo com o médico, o país erra em tentar minimizar o tamanho e a gravidada da pandemia. "O pior é fazer uma imagem de segurança e confiança quando ela não existe. A liderança precisa saber navegar num mar revolto como este. Uma única coisa que não pode ser feita é achar que o mar está calmo, porque não está".

Teich ainda falou sobre a cloroquina, antiga polêmica que acabou sendo um dos pilares do pedido de demissão do oncologista, e criticou a falta da nomeação de um ministro efetivo para assumir o controle da pasta.

"Quando você incorpora medicamentos e tecnologias sem uma garantia absoluta de benefício, os recursos financeiros e humanos são alocados em coisas que não são as melhores para a sociedade. Sobrecarregar o sistema e pode estar causando dinheiro de itens básicos, fundamentais. Não há uma discussão específica sobre a cloroquina, mas como trata essa incorporação de medicamentos e tecnologia ", explicou.

"Se não houver um ministro apontado, uma legitimidade de quem está lá é ruim. Se o Eduardo continuar, precisa ser oficializado. O Ministério da Saúde tem que ter liderança. O líder é o presidente, mas, neste momento, tem que liderar através do Ministério."

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