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Escritório do crime cobrava até R$ 1,5 milhão por morte, diz delegado

30 Junho 2020
Tânia Rego / Arquivo / Agência Brasil
Mandados são cumpridos pela polícia civil em parceria com o Ministério Público

Quanto custa uma morte por encomenda? Segundo o titular da Delegacia de Homicídios (DH), Daniel Rosa, o grupo de matadores cobrava até R$ 1,5 milhão por cada assassinato que praticavam. Os principais clientes seriam contraventores em disputas por pontos de exploração de jogo. Na manhã desta terça-feira (30), a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram uma operação tendo integrantes do bando como alvos.

"Foram prisões relevantes, não só para esclarecer os casos em andamento na DH, como para proteger a população do Rio, uma vez que eles matavam por dinheiro. Eles cobravam de R$1 milhão a R$ 1,5 milhão", afirmou o delegado.


Segundo Daniel Rosa, o grupo era contratado para executar friamente. O valor da morte por encomenda dependia da dificuldade do "serviço", de acordo com o delegado.

"O nível de sofisticação chegou a nos impressionar durante as investigações. Em alguns casos, os criminosos usaram drones. Para fazer a vigilância de suas vítimas, ficavam seis, sete, nove meses até conseguirem seu objetivo: executar friamente com diversos tiros de fuzil", detalhou Rosa.

Um dos mandados de busca e apreensão foi contra o contraventor Fernando Ignacio, genro do famoso bicheiro dos anos 80 e 90, Castor de Andrade, já falecido. De acordo com o delegado da DH, ele é suspeito de pagar o grupo pela morte de um rival conhecido como Andinho.

"As vítimas do Escritório do Crime são, geralmente, decorrentes de desentendimento de grupos criminosos que disputam o território no Rio", disse Rosa. "A morte de Diotti, por exemplo, foi por ordem do ex-capitão Adriano em disputa por área", concluiu.

O bando de Mad foi investigado até outubro de 2018 pela morte de Marielle, quando uma denúncia anônima chegou à DH informando que Ronnie Lessa havia executado a parlamentar. Mad e Tonhão, inclusive, haviam sido ouvidos pela DH sobre o Caso Marielle, assim como o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, em agosto de 2018. No entanto, o titular da DH Capital, delegado Daniel Rosa, descartou a participação do bando na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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