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Lutador que espancou paisagista por 4 horas vira réu por tentativa de homicídio

27 Fevereiro 2019

REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL
Elaine Caparroz foi agredida por quatro horas em um encontro com o lutador,
que conheceu pela internet

A Jjustiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público nessa terça-feira (26) contra o lutador Vinícius Serra, que confessou ter agredido a paisagista Elaine Caparroz por quatro horas na Barra da Tijuca, no último dia 16.

Vinícius e Elaine se conheceram na internet e, depois de oito meses de conversas nas redes, marcaram um encontro no apartamento dela. A paisagista foi espancada durante quatro horas e disse acreditar ter sido dopada. A polícia chegou a tempo de prender o lutador que, na delegacia, alegou ter tido um surto psicótico.

A investigação, no entanto, acredita que o crime tenha sido premeditado, já que Vinícius deu um nome diferente do seu ao se registrar na portaria de entrada do prédio e teve atitudes que Elaine considerou estranhas.

O lutador foi preso preventivamente e depois foi levado para um hospital psiquiátrico para avaliar sua sanidade mental, além de ter sido indiciado por tentativa de feminicídio. Agora que o Judiciário aceitou a denúncia formulada pelo Ministério Público, o acusado passa à condição de réu e começa a responder ao processo judicial.

"Em se tratando deste caso em particular, verifico pelas detalhadas declarações da vítima sobrevivente que o denunciado não poupou esforços para impingir-lhe demorada sessão de espancamento”, escreveu o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, titular da 3ª Vara Criminal do Rio.

O magistrado ainda determinou que a paisagista seja encaminhada para atendimento no Projeto Violeta/Laranja, para a adoção imediata dos procedimentos necessários ao seu pronto restabelecimento físico e psíquico. Além de garantir medidas protetivas de urgência, garantindo a segurança da vítima após agressão.

Na nova decisão, o lutador irá responder por tentativa de homicídio. O juiz afirmou que, caso medidas como a Lei Maria da Penha e Lei do Feminicídio não sejam respeitadas, caberá ao poder Judiciário a "pacificação do seio social e o bem estar de envolvidos em casos concretos".

*Com informações da Agência Brasil

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