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Saiba quem é Rafael Alves, apontado como operador do "QG da propina" do Rio

13 Setembro 2020
Guilherme Pinto / Agência O Globo
Rafael Alves, patrono do Salgueiro, após a morte do amigo Bidi

"É um falso

de duas caras que na frente é uma coisa e por trás é outra. Eu não aceito isso. Não aceito falta de palavra comigo. Fui leal até aqui". As palavras ríspidas do empresário Rafael Alves, parte delas em letras maiúsculas, que indicam gritos na linguagem da internet, foram capturadas pelo Ministério Público em trocas de mensagens por celular.

São mais de 1.949 diálogos entre o prefeito Marcelo Crivella e Alves, visto pelo Ministério Público como homem-bomba pelo potencial de explodir a gestão municipal.

Irmão de Marcelo Alves, ex-presidente da Riotur, Rafael, em suas mensagens ao prefeito, deixa claro, para os investigadores, que era íntimo de Crivella pela intransigência ao cobrar acordos descumpridos e por falar tão à vontade com ele como se lhe desse ordens.

Às vezes, parecia bronca de chefe. Filiado ao Republicanos (antigo PRB), mesmo partido do bispo licenciado da Universal, Alves, que circula também com desenvoltura no mundo do samba, foi pré-candidato à prefeitura de Angra em 2016.

Mas foi no Rio que, segundo o MP, fincou suas bases. Uma influência cuja extensão ainda está sendo investigada. Acredita-se que haja muito mais entre o céu e a Terra do que podem sugerir as personalidades aparentemente tão antagônicas como as de Crivella e Alves.

Evangélico, o prefeito já disse que não sabe sambar e esteve às turras com o carnaval. O empresário, por sua vez, circula com desenvoltura e, no currículo, traz passagens como dirigente da Viradouro, do Império Serrano e do Salgueiro.

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