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Johny Bravo tem prisão decretada por morte de mulher que protegeu filho no Rio

23 Setembro 2020
Disque Denúncia / Divulgação
Cartaz de recompensa do líder do tráfico de drogas na Rocinha Johny Bravo

A Polícia Civil e a Justiça apertaram o cerco a John Wallace da Silva

Viana, o Johny Bravo. Apontado como sendo o principal suspeito de comandar o comércio de drogas na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, ele teve dois mandados de prisão temporária, expedidos em seu nome, pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ), nos últimos dias 3 e 8 de setembro. John tem ainda pelo menos outras duas prisões decretadas pelo TJ, incluindo uma preventiva por conta de uma condenação a seis anos de prisão por crime de tráfico.

Um dos novos mandados é fruto de um inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital que apontou Jhony Bravo e outros 12 traficantes como responsáveis pela morte da atendente Ana Cristina da Silva, de 25 anos. Ela foi baleada quando protegia o filho, de 3 anos, e tentava embarcar em um carro, no Rio Comprido, no momento que bandidos rivais disputavam o controle do Complexo de São Carlos, no dia 26 de agosto.

O episódio ocorreu dois dias antes de Jhony Bravo, que cedeu armas e homens para a tentativa de invasão, comemorar seu 32º aniversário. Dos quatro inquéritos citados, que geraram os respectivos mandados de prisão, três são sigilosos e ainda estão com as investigações em andamento. O Disque-Denúncia ( 2253-1177) aumentou para R$ 30 mil a recompensa por informações que levem até a prisão do chefe do tráfico da Rocinha.

No fim de semana de 12 e 13 de setembro, John Wallace voltou a ser notícia. Ele foi flagrado por imagens feitas de um celular, sendo escoltado por cerca de 20 homens armados de fuzis, durante um deslocamento que fazia para ir a um baile na favela. O vídeo viralizou nas redes sociais, na terça-feira seguinte, e a repercussão desagradou ao chefe do tráfico da comunidade. Além de ter suspendido a realização de bailes por dois dias, ele pediu que seu homens avisassem aos moradores que o responsável pela filmagem seria identificado e penalizado com a morte.

Segundo as investigações da Polícia Civil, além do tráfico de drogas, Johny Bravo explora ainda negócios irregulares como a venda de sinal clandestino de tv a cabo, e a cobrança de taxas de motoristas do transporte alternativo.

De acordo com a polícia, Johny Bravo assumiu o controle do tráfico da Rocinha apos a prisão de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, em 2017. Este último, era ex- homem de confiança de Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, que está preso em uma penitenciária federal e tentou retomar de 157 o controle do tráfico da Rocinha.

Procurado para comentar os novos mandados de prisão expedidos pela Justiça em nome de John Wallace, o advogado Marcos Freitas, responsável pela defesa do traficante, disse que vai aguardar para saber se haverá denúncia do Ministério Público nos inquéritos que geraram as temporárias. Sobre a prisão preventiva, o advogado esclareceu já ter recorrido ao Superior Tribunal de Justiça onde aguarda a revisão de um pedido de habeas corpus feito para seu cliente.

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