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Justiça sueca suspende investigação de estupro contra Assange

19 Novembro 2019

O polêmico fundador do WikiLeaks, Julian Assange, comemorou nesta terça-feira (19) o arquivamento de uma investigação de estupro de nove anos atrás. Promotores suecos disseram que "as evidências enfraqueceram consideravelmente

devido ao longo período de tempo decorrido desde os eventos em questão". 

Segundo a vice-procuradora-geral sueca, Eva-Marie Persson, "a parte lesionada apresentou uma versão credível e confiável dos eventos". No entanto, o tempo foi um fator preponderante para o arquivamento. "Minha avaliação geral é de que a situação probatória foi enfraquecida a tal ponto que não há mais motivo para continuar a investigação", concluiu a autoridade. De acordo com os promotores, sete testemunhas foram entrevistadas antes da decisão. 

A deliberação da procuradoria sueca criou um dilema para a Justiça britânica, que condenou Assange em junho de 2019 a um ano de prisão na Inglaterra por violar a liberdade condicional ao requisitar asilo à Embaixada do Equador em Londres.  

Assange e WikiLeaks

Em 2010, o WikiLeaks, fundado por Julian Assange, divulgou mais de 250 mil telegramas diplomáticos e aproximadamente 500 mil documentos confidenciais dos Estados Unidos sobre as atividades do exército no Iraque e no Afeganistão, durante a "guerra ao terror". 

O relator da ONU Nils Melzer expressou preocupação com o estado de saúde de Assange, e disse que "sua vida está em perigo". Já o pai do jornalista, John Shipton, afirmou que tem medo de que o filho morra na prisão. 

O WikiLeaks divulgou um comunicado após a decisão da procudoria sueca, escrito pela editor-chefe do site, Kristinn Hrafnsson. "Vamos nos concentrar agora na ameaça que Assange vem alertando há anos: a acusação beligerante dos Estados Unidos e o perigo de violação da Primeira Emenda". 

Outras acusações

Além de estupro, o Assange enfrenta uma acusação nos Estados Unidos de conspirar com a ativista política Chelsea Manning de quebrar uma senha com hash de um computador do Pentágono, em 2010. Caso condenado, Assange pode passar até cinco anos em uma prisão no país norte americano.

 

Via: Ars Technica/AFP


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