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Implementar criptografia no Messenger vai demorar anos, diz Facebook

14 Janeiro 2020

No ano passado, Mark Zuckerberg revelou ao mundo um plano ambicioso: unir o Facebook Messenger, do WhatsApp e do Instagram Direct em uma só plataforma de chat, permitindo que usuários de

um serviço conversem com usuários do outro livremente. Tudo isso protegido por criptografia pesada de ponta a ponta, com o objetivo de finalmente proporcionar alguma privacidade aos usuários. No entanto, o projeto parece estar se mostrando consideravelmente mais complexo do que a companhia previa.

Jon Millican, engenheiro de software do Facebook encarregado da privacidade do Messenger, contou em uma apresentação na conferência Real World Crypto contou que a implementação de criptografia de ponta a ponta tem se provado um desafio. Após admitir esse problema, ele comentou que deve demorar alguns anos até que usuários possam aproveitar o recurso, como relata a Wired.

“Eu serei honesto e assumir que estamos em uma posição em que temos mais perguntas do que resposta. Apesar de termos feito progresso no planejamento, acontece que incluir criptografia de ponta a ponta em um sistema já existente é incrivelmente desafiador e envolve repensar fundamentalmente quase tudo”, ele afirmou.

Atualmente, o Messenger possui um modo de criptografia de ponta a ponta, embora ele seja pouco usado. A função é chamada de “Conversas secretas” e está escondida nas configurações do aplicativo, e só pode ser usada pelo celular. São conversas separadas daquelas que você mantém com seu contato, com alguns recursos extras, como a programação de mensagens que se autodestroem após um período determinado.

No entanto, quando se trata de criptografar o resto do serviço, a questão é consideravelmente mais complicada. “Estamos diante de um processo de repensar e redesenhar o produto inteiro. Não estamos apenas adicionando criptografia de ponta a ponta em um produto; estamos construindo um produto criptografado de ponta a ponta”, diz Millican.

Essas dificuldades significam que o sonho de Mark Zuckerberg em unificar seus aplicativos também está longe de se concretiza, já que essa união só poderia ocorrer após todos os aplicativos estarem preparados para a criptografia.

Vale notar, no entanto, que o Facebook já possui um histórico de implementar criptografia de ponta a ponta em um serviço já existente: o WhatsApp, que existe desde 2009, mas só adotou o recurso em 2016. Millican, no entanto, nota que o processo também levou anos, com a única diferença de não ter sido exposto ao público antes de estar pronto. O WhatsApp também é consideravelmente mais simples que o Messenger, funcionando em apenas um dispositivo. O Messenger, por sua vez, possui vários recursos que, da forma como funcionam hoje, dependem de comunicação com servidores do Facebook, que precisam compreender o conteúdo da comunicação, o que inclui chamadas de vídeo, mensagens em grupo, pagamentos e outras funções. Para implementar essas funções em um ambiente criptografado, os recursos devem ser processados localmente para serem transmitidos entre usuários sem serem analisados pelos servidores da empresa.


Em breve novidade aqui!!!

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