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Interior de exoplanetas pode ser feitos de diamante

15 Setembro 2020

Cientistas americanos descobriram que o interior de exoplanetas pode ser rico em diamantes. Isto porque estes corpos celestes são repletos de carbono que, se expostos às condições certas, podem resultar em sílica
e na própria pedra preciosa. Até hoje, foram descobertos 4,2 mil exoplanetas, sendo que mais 5,4 mil estão aguardando estudos aprofundados por parte do homem. A pesquisa foi publicada no The Planetary Science Journal.Para comprovar as suspeitas da teoria, os estudiosos da Arizona State University (ASU) fizeram o seguinte experimento: eles simularam como seria o calor intenso e pressão nas profundezas destas planetas. Com células de bigorna de diamante, eles comprimiram carboneto em sílico em água entre os diamantes que foram colocados em alta pressão.ReproduçãoA oxidação dos elementos existentes no interior de um exoplaneta pode resultar em diamantes e sílica. Créditos: Sakkmesterke/ShutterstockO resultado desta etapa do experimento foi aquecido com laser enquanto raios-x das amostras eram feitos. Bingo! Conforme o carboneto de sílico reagiu em conjunto com a água, se transformou em diamante e sílica. "Combinado com os experimentos existentes em baixas pressões, nossos novos experimentos em altas pressões mostram que a água pode converter carboneto de silício em sílica e diamante", escreverem os pesquisadores no estudo.“Diferente de tudo”A descoberta fez o autor principal da pesquisa, Harrison Allen-Sutter, afirmar que "esses exoplanetas são diferentes de tudo em nosso sistema solar", até mesmo porque quando planetas e estrelas nascem, eles são gerados por meio de nuvens de gás que vagueiam pelo espaço. Isso acontece porque os dois corpos são formados da mesma composição. O sol, por exemplo, com baixa proporção de carbono, está fadado a gerar planetas como a Terra.Mas exoplanetas, que se formam ao redor de estrelas com uma proporção muito grande de carbono para oxigênio, acabam também sendo abundantes em carbono. A partir desta constatação veio a suspeita dos cientistas, de que o interior destes pequenos planetas poderia ser formado de diamantes."Com nossa descoberta de que os planetas de carboneto se converterão prontamente em planetas de silicato na presença de água, o número de planetas de carboneto existentes pode ser ainda menor do que as previsões atuais", explica Allen-Sutter.ReproduçãoDiamante e sílica podem ser formados a partir de carbono e água, dependendo de outros fatores de ambiente. Créditos: RTimages/Shutterstock"Além disso, um planeta de carboneto pode se converter em um tipo de planeta que, até onde sabemos, nunca foi considerado antes: um planeta rico em diamantes e silicatos", complementa o estudo.Ainda de acordo com a pesquisa, os resultados obtidos são extremamente importantes para compreender melhor os exoplanetas e seu nascimento. Allen-Sutter ressalta que se formos capazes de realmente entender estes corpos celestes, novos dados poderão ser aplicados em futuras missões, como as realizadas com os telescópios espaciais James Webb e Nancy Grace Roman.Fonte: Express
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