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Ácidos podem ter 'apagado' evidências de formas de vida em Marte

15 Setembro 2020

Fluidos ácidos na superfície de Marte podem ter destruído evidências de sinais de vidas no solo do planeta, aponta um novo estudo de pesquisadores do Centro Espanhol de Astrobiologia e da Universidade
de Cornell, nos Estados Unidos.Os cientistas simularam as condições da superfície marciana em laboratório para analisar o processo de degradação de um aminoácido chamado glicina em amostras de argila previamente expostas aos fluidos ácidos. Eles explicam que a superfície argilosa do planeta vermelho é alvo de estudo porque o material pode preservar matérias orgânicas moleculares."Sabemos que fluidos ácidos ocuparam a superfície de Marte no passado, alterando as argilas e sua capacidade de proteger [moléculas] orgânicas", disse Alberto G. Fairén, coautor da pesquisa e cientistas visitante do departamento de astronomia na Cornell University, em comunicado.Após longa exposição à radiação ultravioleta simulada de Marte, as moléculas de glicina presentes na argila foram degradadas. Segundo o pesquisadores, o contato com as substâncias ácidas eliminou o espaço entre camadas da argila, que foi transformada em uma substância semelhante a um gel. Os resultados foram relatados em um artigo na revista científica Nature Scientific Reports.ReproduçãoPanorama de Marte feito a partir de imagens da missão Pathfinder, de 1997. Foto: Nasa"Quando as argilas são expostas a fluidos ácidos, as camadas colapsam e a matéria orgânica não pode ser preservada. Elas são destruídas. Nossos resultados neste artigo explicam porque a busca de compostos orgânicos em Marte é tão difícil", pontua Fairén.Para os cientistas, o impacto das substâncias sobre o solo marciano representa um desafio para missões espaciais que visam estudar a superfície de Marte, como é o caso da sonda Perseverance, da Nasa. Lançada ao espaço em julho, a espaçonave deve pousar no planeta vermelho em fevereiro de 2021, coletar amostras do solo e enviar o material à Terra até 2030.Possível sinal de vida em VênusNesta segunda-feira (14), cientistas da Sociedade Astronômica Real no Reino Unido anunciaram a descoberta da presença de moléculas de Fosfina (PH3) na atmosfera de Vênus. Embora isso não confirme a existência de formas de vida no planeta, os pesquisadores apontaram que a substância é uma possível assinatura de atividade biológica.Em condições terrestres, a fosfina é produzida pela atividade de bactérias anaeróbicas, que não precisam de oxigênio para se desenvolverem. A hipótese dos cientistas é que a Fosfina na atmosfera de Vênus pode ser resultado da atuação de microorganismos ou de processos químicos ainda desconhecidos pela ciência.Via: Futurism
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