Rússia cortará fornecimento de eletricidade à Finlândia a partir de sábado (14)

Corte de fornecimento de energia ocorre após a Finlândia sinalizar desejo de entrar na Otan Vesa Moilanen/Lehtikuva/AFP - 25.10.2021 A Rússia vai suspender o fornecimento de eletricidade à Finlândia neste sábado (14), anunciou a empresa importadora, em um momento de crescente tensão bilateral, devido à aproximação do país nórdico da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte ), na esteira da ofensiva russa contra a Ucrânia. "Somos forçados a suspender a importação de eletricidade a partir de 14 de maio", informou a operadora RAO Nordic, uma filial do grupo estatal russo InterRAO, com sede em Helsinque. "A RAO Nordic não tem capacidade de fazer pagamentos pela eletricidade importada da Rússia", explicou a companhia. "Esta é uma situação excepcional, sem precedentes nos 20 anos da nossa história", acrescentou o grupo, que espera que a situação se resolva "em breve" e que o abastecimento seja retomado. Já a operadora da rede elétrica finlandesa, Fingrid, garantiu que pode prescindir das importações de eletricidade da Rússia. Veja também Internacional Relatório sueco dá aval para adesão do país à Otan Internacional Turquia é contra adesão da Suécia e da Finlândia à Otan Internacional Suécia indica que pedirá ingresso na Otan "Estávamos preparados para isso, e não será difícil. É possível gerenciar [a situação] com um pouco mais de importações de Suécia e Noruega", disse à AFP Timo Kaukonen, responsável de operações da Fingrid. O governo finlandês anunciou, nesta quinta-feira (12), sua intenção de apresentar a candidatura do país à Otan, o que marca uma guinada na política de neutralidade em vigor desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O Kremlin, por sua vez, advertiu, imediatamente, que o ingresso da Finlândia na Otan seria, "sem dúvida", uma ameaça à Rússia. Os dois países têm uma fronteira comum de mais de 1.300 km. Arte/R7 A Suécia também pretende iniciar discussões para se somar à aliança militar transatlântica liderada pelos Estados Unidos. Essas iniciativas ocorrem em um contexto de forte aumento das preocupações com segurança regional, devido à operação militar russa na Ucrânia, lançada em 24 de fevereiro por ordem do presidente Vladimir Putin.  

Corte de fornecimento de energia ocorre após a Finlândia sinalizar desejo de entrar na Otan
Corte de fornecimento de energia ocorre após a Finlândia sinalizar desejo de entrar na Otan Vesa Moilanen/Lehtikuva/AFP - 25.10.2021

A Rússia vai suspender o fornecimento de eletricidade à Finlândia neste sábado (14), anunciou a empresa importadora, em um momento de crescente tensão bilateral, devido à aproximação do país nórdico da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte ), na esteira da ofensiva russa contra a Ucrânia.

"Somos forçados a suspender a importação de eletricidade a partir de 14 de maio", informou a operadora RAO Nordic, uma filial do grupo estatal russo InterRAO, com sede em Helsinque. "A RAO Nordic não tem capacidade de fazer pagamentos pela eletricidade importada da Rússia", explicou a companhia.

"Esta é uma situação excepcional, sem precedentes nos 20 anos da nossa história", acrescentou o grupo, que espera que a situação se resolva "em breve" e que o abastecimento seja retomado.

Já a operadora da rede elétrica finlandesa, Fingrid, garantiu que pode prescindir das importações de eletricidade da Rússia.

"Estávamos preparados para isso, e não será difícil. É possível gerenciar [a situação] com um pouco mais de importações de Suécia e Noruega", disse à AFP Timo Kaukonen, responsável de operações da Fingrid.

O governo finlandês anunciou, nesta quinta-feira (12), sua intenção de apresentar a candidatura do país à Otan, o que marca uma guinada na política de neutralidade em vigor desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O Kremlin, por sua vez, advertiu, imediatamente, que o ingresso da Finlândia na Otan seria, "sem dúvida", uma ameaça à Rússia. Os dois países têm uma fronteira comum de mais de 1.300 km.

Arte/R7

A Suécia também pretende iniciar discussões para se somar à aliança militar transatlântica liderada pelos Estados Unidos.

Essas iniciativas ocorrem em um contexto de forte aumento das preocupações com segurança regional, devido à operação militar russa na Ucrânia, lançada em 24 de fevereiro por ordem do presidente Vladimir Putin.