Apesar de pouco explorada no AP, bioeconomia é alternativa para a sustentabilidade na Amazônia

Plataforma 'Amazônia Que Eu Quero' vai destacar o empreendedorismo no próximo fórum, agendado para sexta-feira (20). Apesar de pouco explorada, bioeconomia é alternativa para sustentabilidade na Amazônia Vem crescendo no país a bioeconomia, quando recursos naturais são usados para gerar renda com menor impacto ao meio ambiente. Apesar de pouco explorada, o Amapá tem um grande potencial e essa é uma alternativa para a sustentabilidade na Amazônia. Uma das dificuldades é atrair grandes investidores em função da logística no estado. A Marivone Pastana sempre teve vontade de empreender, mas ela buscava produtos que não dessem apenas retorno financeiro. O desejo era de trabalhar com itens produzidos com matéria-prima da região e há 4 anos ela apostou na venda de cosméticos naturais. "São cosméticos vindos da natureza, da flora amazônica, da manteiga dos nossos frutos, então isso é algo que enche os olhos das pessoas. Os meus encheram e eu quis trazer isso pra população amapaense", comentou a empreendedora. Sabonetes de copaíba e andiroba geram renda para mulheres da Amazônia Sabonete produzido com óleo de andiroba Associação Bom Sucesso/Divulgação A bioeconomia propõe soluções sustentáveis para uma relação mais harmônica entre o progresso econômico e o meio ambiente. Esse campo reúne várias áreas do conhecimento, inclusive pra criação de serviços e produtos com menor impacto na natureza. O professor José Carlos Tavares, da Universidade Federal do Amapá (Unifap), se dedica há mais de 30 anos para estudar recursos da natureza para a criação de medicamentos. Cinco foram descobertos por ele e estão sendo comercializados no mercado nacional. Própolis, óleo do açaí e da semente do ucurum vem servindo como principais ingredientes. "O que nós trabalhamos no laboratório de pesquisa em fármacos é o desenvolvimento de novos medicamentos e também de novos produtos na área de alimentos, como os nutracêuticos. São produtos tecnicamente elaborados com matérias-primas ativas da biodiversidade amazônica que possam prevenir determinadas doenças", explicou. Uma das dificuldades é a logística CDSA/Divulgação Apesar da Amazônia ter uma grande diversidade, a utilização dos recursos naturais ainda é baixa. O Amapá ainda enfrenta muitas dificuldades. "A gente tem uma enorme dificuldade ainda de fomento. Quando a gente fala de desenvolvimento científico-tecnológico, a gente tem dificuldade de atração. Como é atrai negócios, indústrias, empresas, investidores, alguém que queira fazer investimentos na região onde a gente passa por um grande problema infraestrutural. A gente tem dificuldade portuária, de logística pra escoar os produtos ou até mesmo trazer ferramentas para desenvolver a indústria. A gente ainda vive um problema energético também", elencou Rafael Pontes, secretário de Estado de Ciência e Tecnologia. A ideia é fazer com que o estado não só forneça o material, mas que também fique encarregado do processo de produção. Novas ações vem sendo discutidas pra mudar essa realidade, aliando novas tecnologias em parceria com outros estados da região. "Se você pensar nas cadeias produtivas, muito já foi feito nesse sentido, como o chocolate no Oiapoque, passa pelo açaí em quase todos os municípios, produtos da agricultura familiar, projetos para programas como PPI estadual. Isso tem sido feito de uma forma articulada, pra um Amapá mais forte, dentro de uma estrutura de governo", destacou Pontes. "Tem um edital com inscrições em aberto, voltado para bioeconomia, biodiversidade da Amazônia e transformação digital. Ele financia empresas que estão baseadas na Amazônia para que elas possam alavancar seus produtos, garantindo geração de emprego e renda para a região amazônica", acrescentou. Qual a Amazônia que você quer para o futuro? A Fundação Rede Amazônica, braço institucional do Grupo Rede Amazônica, lançou em 2021 a plataforma Amazônia Que Eu Quero, e te chama à reflexão: Qual a Amazônia que você quer para o futuro? O empreendedorismo será o tema do novo fórum da plataforma Amazônia Que Eu Quero. O programa será exibido ao vivo na sexta-feira (20), às 21h, e poderá ser acompanhado pelo Amazon Sat ou pelo canal da Fundação Rede Amazônica (FRAM) no Youtube. Já foram lançadas soluções para três perspectivas, confira: para novos modelos econômicos na Amazônia para potencializar a energia limpa para melhorar infraestrutura na região O projeto é desenvolvido nos estados do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima e busca incentivar uma ação democrática que leve a população a exigir seus direitos junto aos representantes legais, elevando o nível de comprometimento e de atuação dos gestores públicos. Tal dinâmica possibilita o amadurecimento do senso crítico na escolha dos candidatos, a capacidade de análise da população e o voto consciente, levando a uma melhoria do processo democrático da região Amazônica. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Apesar de pouco explorada no AP, bioeconomia é alternativa para a sustentabilidade na Amazônia

Plataforma 'Amazônia Que Eu Quero' vai destacar o empreendedorismo no próximo fórum, agendado para sexta-feira (20). Apesar de pouco explorada, bioeconomia é alternativa para sustentabilidade na Amazônia Vem crescendo no país a bioeconomia, quando recursos naturais são usados para gerar renda com menor impacto ao meio ambiente. Apesar de pouco explorada, o Amapá tem um grande potencial e essa é uma alternativa para a sustentabilidade na Amazônia. Uma das dificuldades é atrair grandes investidores em função da logística no estado. A Marivone Pastana sempre teve vontade de empreender, mas ela buscava produtos que não dessem apenas retorno financeiro. O desejo era de trabalhar com itens produzidos com matéria-prima da região e há 4 anos ela apostou na venda de cosméticos naturais. "São cosméticos vindos da natureza, da flora amazônica, da manteiga dos nossos frutos, então isso é algo que enche os olhos das pessoas. Os meus encheram e eu quis trazer isso pra população amapaense", comentou a empreendedora. Sabonetes de copaíba e andiroba geram renda para mulheres da Amazônia Sabonete produzido com óleo de andiroba Associação Bom Sucesso/Divulgação A bioeconomia propõe soluções sustentáveis para uma relação mais harmônica entre o progresso econômico e o meio ambiente. Esse campo reúne várias áreas do conhecimento, inclusive pra criação de serviços e produtos com menor impacto na natureza. O professor José Carlos Tavares, da Universidade Federal do Amapá (Unifap), se dedica há mais de 30 anos para estudar recursos da natureza para a criação de medicamentos. Cinco foram descobertos por ele e estão sendo comercializados no mercado nacional. Própolis, óleo do açaí e da semente do ucurum vem servindo como principais ingredientes. "O que nós trabalhamos no laboratório de pesquisa em fármacos é o desenvolvimento de novos medicamentos e também de novos produtos na área de alimentos, como os nutracêuticos. São produtos tecnicamente elaborados com matérias-primas ativas da biodiversidade amazônica que possam prevenir determinadas doenças", explicou. Uma das dificuldades é a logística CDSA/Divulgação Apesar da Amazônia ter uma grande diversidade, a utilização dos recursos naturais ainda é baixa. O Amapá ainda enfrenta muitas dificuldades. "A gente tem uma enorme dificuldade ainda de fomento. Quando a gente fala de desenvolvimento científico-tecnológico, a gente tem dificuldade de atração. Como é atrai negócios, indústrias, empresas, investidores, alguém que queira fazer investimentos na região onde a gente passa por um grande problema infraestrutural. A gente tem dificuldade portuária, de logística pra escoar os produtos ou até mesmo trazer ferramentas para desenvolver a indústria. A gente ainda vive um problema energético também", elencou Rafael Pontes, secretário de Estado de Ciência e Tecnologia. A ideia é fazer com que o estado não só forneça o material, mas que também fique encarregado do processo de produção. Novas ações vem sendo discutidas pra mudar essa realidade, aliando novas tecnologias em parceria com outros estados da região. "Se você pensar nas cadeias produtivas, muito já foi feito nesse sentido, como o chocolate no Oiapoque, passa pelo açaí em quase todos os municípios, produtos da agricultura familiar, projetos para programas como PPI estadual. Isso tem sido feito de uma forma articulada, pra um Amapá mais forte, dentro de uma estrutura de governo", destacou Pontes. "Tem um edital com inscrições em aberto, voltado para bioeconomia, biodiversidade da Amazônia e transformação digital. Ele financia empresas que estão baseadas na Amazônia para que elas possam alavancar seus produtos, garantindo geração de emprego e renda para a região amazônica", acrescentou. Qual a Amazônia que você quer para o futuro? A Fundação Rede Amazônica, braço institucional do Grupo Rede Amazônica, lançou em 2021 a plataforma Amazônia Que Eu Quero, e te chama à reflexão: Qual a Amazônia que você quer para o futuro? O empreendedorismo será o tema do novo fórum da plataforma Amazônia Que Eu Quero. O programa será exibido ao vivo na sexta-feira (20), às 21h, e poderá ser acompanhado pelo Amazon Sat ou pelo canal da Fundação Rede Amazônica (FRAM) no Youtube. Já foram lançadas soluções para três perspectivas, confira: para novos modelos econômicos na Amazônia para potencializar a energia limpa para melhorar infraestrutura na região O projeto é desenvolvido nos estados do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima e busca incentivar uma ação democrática que leve a população a exigir seus direitos junto aos representantes legais, elevando o nível de comprometimento e de atuação dos gestores públicos. Tal dinâmica possibilita o amadurecimento do senso crítico na escolha dos candidatos, a capacidade de análise da população e o voto consciente, levando a uma melhoria do processo democrático da região Amazônica. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: