Bocacrense é transplantada em São Paulo

A bocacrense Jordana Gastino de 30 anos de idade, recebeu um transplante duplo, de rim e do pâncreas, na última sexta-feira (1), na cidade de São Paulo. O procedimento cirúrgico foi um sucesso, e agora ela aguarda para receber alta e voltar a ter uma vida normal. Jordana é filha do saudoso Raimundo Nascimento, o […]

Bocacrense é transplantada em São Paulo

A bocacrense Jordana Gastino de 30 anos de idade, recebeu um transplante duplo, de rim e do pâncreas, na última sexta-feira (1), na cidade de São Paulo.

O procedimento cirúrgico foi um sucesso, e agora ela aguarda para receber alta e voltar a ter uma vida normal.

Jordana é filha do saudoso Raimundo Nascimento, o “Raimundinho”, que foi vereador e vice-prefeito em Boca do Acre, e da professora de português, Creuzanira Gastino. Sua irmã Renata Gastino é médica e acompanhou todo o processo.

Seus outros irmãos: José Neto, Tatiana Nascimento, Fernando Nascimento e Sirlei Silva. Sua luta pela vida começou há um bom tempo, fazendo com que sua família tivesse que mudar para a cidade de Rio Branco.

Entenda o caso

Para uma pessoa necessitar de um transplante de rim, alguns motivos são aparentes, no caso da Jordana, os rins dela começaram a apresentar falha por conta do Diabetes tipo 1, que é prevalente em crianças e adolescentes.

Ela tinha 7 anos quando foi diagnosticada, e em 2016, teve que começar o processo de hemodiálise em virtude de insuficiência renal crônica.

Foram esses os dois diagnósticos. Lutando contra o Diabetes, a moça passou 23 anos, e com a insuficiência renal foram 06 anos.

Tipo de transplante

Transplante duplo pâncreas e rim – a indicação para quem faz hemodiálise e é diabético quase sempre é o duplo para o paciente ficar curado do diabetes também, já que foi a causa da falha renal, mais depende de cada para caso.

Tempo de fila

Varia bastante, depende da cidade e do tipo, se é somente um rim ou duplo. Jordana entrou na fila, em São Paulo, no mês de março de 2022, e em julho ligaram avisando que ela tinha um doador, o que todos consideram um milagre, haja vista que normalmente a demora é mais extensa, meses e anos.

Daqui para frente

Uma pessoa transplantada tem vida normal, pode trabalhar, estudar, viajar, varia de pessoa para pessoa. Se o indivíduo tiver uma vida saudável e seguir as orientações médicas, a vida segue normal. Os cuidados a curto prazo são mais delicados, como tentar não adoecer a qualquer custo, se tem que evitar até mesmo um resfriado, algum tipo de bactéria, porque se ingere medicamentos para evitar a rejeição do novo órgão. Esses medicamentos baixam bastante a imunidade nos 3 primeiros meses pós-cirúrgico, pois são imunossupressores, então, requer certos cuidados, desde os alimentos até o lugar em que se dorme. O paciente não pode receber visitas. Conforme a evolução, o médico vai liberando para a pessoa ir voltando à sua rotina normal.

Agradecimento da família

“Nossos agradecimentos são para Deus, que concedeu esse milagre, toda honra e toda glória são para Ele. A nossa família que não mediu esforços para estarem juntos. Aos profissionais de Saúde, que estiveram com ela desde criança, que Deus abençoe a vida de cada um deles, são muitos para citar nomes, mas em especial a doutora Jarine da Clínica do Rim, em Rio Branco, e todos que ali trabalham nossa eterna gratidão, a toda a equipe aqui de São Paulo, do doutor Marcelo Perosa, do Hospital Leforte, que Deus os abençoe grandemente. Não poderíamos esquecer os profissionais em Saúde da Fundação Hospitalar do Acre. E, nossa eterna gratidão as famílias que no momento de maior dor que é a perda de um ente querido, encontram forças para fazer um gesto tão grandioso que salvam tantas vidas. Agradeçemos também a todos os irmãos em Cristo e amigos que intercederam em oração. Não existem palavras pra espressar nossa gratidão”.