Fundador do Telegram cita 'problema com e-mails' e pede desculpas por negligência após ordem de bloqueio

Pavel Durov disse que STF usou antigo endereço de e-mail para enviar ordens judiciais e pediu que prazo para bloqueio seja adiado. Ministro Alexandre de Moraes determinou que plataformas digitais e provedores inviabilizem acesso ao serviço até terça-feira (22). Pavel Durov em evento na Indonésia em 2017 Tatan Syuflana/AP O fundador do Telegram, Pavel Durov, disse nesta sexta-feira (18) que um problema com e-mails impediu a plataforma de receber determinações judiciais. Ele também solicitou um adiamento por alguns dias da ordem de bloqueio do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Parece que tivemos um problema com e-mails entre nossos endereços corporativos do telegram.org e o Supremo Tribunal Federal. Como resultado dessa falha de comunicação, o Tribunal decidiu proibir o Telegram por não responder", escreveu o empresário russo, que criou o app com o irmão Nikolai Durov. "Em nome de nossa equipe, peço desculpas ao Supremo Tribunal Federal por nossa negligência. Definitivamente, poderíamos ter feito um trabalho melhor", continuou. A Justiça intimou o Telegram por meio de quatro e-mails e também via quatro advogados brasileiros. Por que Alexandre de Moraes ordenou a suspensão do Telegram? Telegram não respondeu contato do TSE de parceria para combate à desinformação nas eleições Telegram bloqueado: o que você precisa saber O empresário lembrou que, em fevereiro, o aplicativo cumpriu uma decisão judicial no Brasil. Ele se referiu à ordem de Moraes para bloquear três perfis ligados ao blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. Quem são Pavel e Nikolai Durov, os irmãos russos criadores do Telegram Telegram coleciona polêmicas e tem fama de menos rigoroso do que rivais: relembre Durov disse que o Telegram enviou à Justiça brasileira uma sugestão de enviar futuras solicitações para um e-mail dedicado a isso. Mas, segundo ele, o STF enviou os pedidos para o e-mail errado. "Infelizmente, nossa resposta deve ter sido perdida, porque o Tribunal usou o antigo endereço de e-mail de uso geral em outras tentativas de entrar em contato conosco", publicou. "Como resultado, perdemos sua decisão no início de março que continha uma solicitação de remoção de acompanhamento. Felizmente, já o encontramos e processamos, entregando hoje outro relatório ao Tribunal". Em sua mensagem, Durov disse que milhões de brasileiros usam o Telegram para conversar com familiares e amigos. O aplicativo conta com mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo. Raio x do Telegram Arte / g1 Ele afirmou que um novo prazo para cumprir a decisão permitirá ao Telegram indicar um representante no Brasil e criar uma estrutura para lidar com futuros casos urgentes. Durov também disse que as últimas três semanas foram inéditas para o mundo e para o Telegram. Ele afirmou que a equipe de moderação de conteúdo foi "inundada com solicitações de várias partes". "Estou certo de que, uma vez estabelecido um canal de comunicação confiável, poderemos processar com eficiência as solicitações de remoção de canais públicos que são ilegais no Brasil", afirmou.

Fundador do Telegram cita 'problema com e-mails' e pede desculpas por negligência após ordem de bloqueio

Pavel Durov disse que STF usou antigo endereço de e-mail para enviar ordens judiciais e pediu que prazo para bloqueio seja adiado. Ministro Alexandre de Moraes determinou que plataformas digitais e provedores inviabilizem acesso ao serviço até terça-feira (22). Pavel Durov em evento na Indonésia em 2017 Tatan Syuflana/AP O fundador do Telegram, Pavel Durov, disse nesta sexta-feira (18) que um problema com e-mails impediu a plataforma de receber determinações judiciais. Ele também solicitou um adiamento por alguns dias da ordem de bloqueio do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Parece que tivemos um problema com e-mails entre nossos endereços corporativos do telegram.org e o Supremo Tribunal Federal. Como resultado dessa falha de comunicação, o Tribunal decidiu proibir o Telegram por não responder", escreveu o empresário russo, que criou o app com o irmão Nikolai Durov. "Em nome de nossa equipe, peço desculpas ao Supremo Tribunal Federal por nossa negligência. Definitivamente, poderíamos ter feito um trabalho melhor", continuou. A Justiça intimou o Telegram por meio de quatro e-mails e também via quatro advogados brasileiros. Por que Alexandre de Moraes ordenou a suspensão do Telegram? Telegram não respondeu contato do TSE de parceria para combate à desinformação nas eleições Telegram bloqueado: o que você precisa saber O empresário lembrou que, em fevereiro, o aplicativo cumpriu uma decisão judicial no Brasil. Ele se referiu à ordem de Moraes para bloquear três perfis ligados ao blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. Quem são Pavel e Nikolai Durov, os irmãos russos criadores do Telegram Telegram coleciona polêmicas e tem fama de menos rigoroso do que rivais: relembre Durov disse que o Telegram enviou à Justiça brasileira uma sugestão de enviar futuras solicitações para um e-mail dedicado a isso. Mas, segundo ele, o STF enviou os pedidos para o e-mail errado. "Infelizmente, nossa resposta deve ter sido perdida, porque o Tribunal usou o antigo endereço de e-mail de uso geral em outras tentativas de entrar em contato conosco", publicou. "Como resultado, perdemos sua decisão no início de março que continha uma solicitação de remoção de acompanhamento. Felizmente, já o encontramos e processamos, entregando hoje outro relatório ao Tribunal". Em sua mensagem, Durov disse que milhões de brasileiros usam o Telegram para conversar com familiares e amigos. O aplicativo conta com mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo. Raio x do Telegram Arte / g1 Ele afirmou que um novo prazo para cumprir a decisão permitirá ao Telegram indicar um representante no Brasil e criar uma estrutura para lidar com futuros casos urgentes. Durov também disse que as últimas três semanas foram inéditas para o mundo e para o Telegram. Ele afirmou que a equipe de moderação de conteúdo foi "inundada com solicitações de várias partes". "Estou certo de que, uma vez estabelecido um canal de comunicação confiável, poderemos processar com eficiência as solicitações de remoção de canais públicos que são ilegais no Brasil", afirmou.