Mãe solo aos 17 anos, Paloma Gouveia enfrentou desafios e hoje é bombeira de aeródromo no Aeroporto de Goiânia (GO)

A profissional conta que enfrenta preconceitos na profissão: “Todo dia você tem que provar que vai dar conta. A área de bombeiro exige força e determinação. Nós mulheres podemos mudar essa realidade” Paloma Gouveia, 29 anos, nasceu em Brasília (DF) e, atualmente, mora em Goiânia (GO). É filha, mãe, esposa, amiga e bombeira. Aos 17, […]

Mãe solo aos 17 anos, Paloma Gouveia enfrentou desafios e hoje é bombeira de aeródromo no Aeroporto de Goiânia (GO)

A profissional conta que enfrenta preconceitos na profissão: “Todo dia você tem que provar que vai dar conta. A área de bombeiro exige força e determinação. Nós mulheres podemos mudar essa realidade”

Paloma Gouveia, 29 anos, nasceu em Brasília (DF) e, atualmente, mora em Goiânia (GO). É filha, mãe, esposa, amiga e bombeira. Aos 17, se tornou mãe solo. Na época, precisava trabalhar. Mas, com 18 anos, seu filho tinha um ano, e as dificuldades começaram.

Em toda a entrevista de emprego que ia fazer, a primeira pergunta que ouvia era se tinha filho e quando contava que sim e que não era casada, isso virava uma barreira. “Eu não conseguia emprego de carteira assinada. Tive que trabalhar com muita coisa: em feira vendendo pastel, panfletando na rua, com política, diarista fazendo faxina em apartamentos, para depois de certo tempo finalmente eu conseguir dois empregos de carteira assinada, com todos os direitos, como recepcionista em um hospital público e em um hospital particular, em Brasília”, relata.

Em 2015, se casou e está com seu esposo até hoje. Em 2018, seu marido foi demitido e, meses depois, convidado para trabalhar como bombeiro no Aeroporto de Foz do Iguaçu, no Paraná. Paloma decidiu não se mudar com o esposo naquele momento, por causa do filho pequeno, e os dois ficaram em Brasília.

Desempregada, e com incentivo do marido, Paloma decidiu fazer o curso de Bombeiro Civil. Ao concluir a capacitação, três meses depois, conquistou uma vaga de bombeira de comunicação no Aeroporto de Foz do Iguaçu, onde passou a morar com seu filho e o esposo. “Me apaixonei pela profissão, uma novidade, diferente de tudo o que eu conhecia. Mas eu queria sair de dentro daquela salinha onde ficava o dia todo”, conta.

Depois de um ano trabalhando em Foz do Iguaçu, veio a chance de atuar no Aeroporto de Londrina, no Paraná. “Trabalhei por dois anos como bombeira de Comunicação e, no final de 2021, surgiu a oportunidade para fazer o curso de bombeiro de aeródromo. Foi a melhor coisa que fiz na vida”.

Atualmente, seu filho tem 11 anos e faz um pouco mais de 1 mês que Paloma trabalha no Grupo Med+, no Aeroporto de Goiânia, em Goiás. “Estou muito satisfeita, consigo ver com pouco tempo que a empresa valoriza os funcionários, dá oportunidade de crescimento e é isso o que eu quero: crescer na área. Atuo nos CCIs (Carro Contraincêndio de Aeródromo) e no CRS (Carro de Resgate e Salvamento), e tenho intenção de futuramente exercer um cargo de liderança”.

Paloma expõe que encontra dificuldades por ser mulher na profissão de bombeira, porque ainda há muito preconceito. “Todo dia você tem que provar que você vai dar conta. A área de bombeiro exige força e determinação. Nós mulheres podemos mudar essa realidade. Todo dia, a mulher tem que se reinventar. Gratidão é a palavra que resume a minha vida, tanto que tatuei essa palavra no meu ombro. O Grupo Med+ ainda vai escutar muito o meu nome”, finaliza.