Terça, 20 Setembro 2016 21:20

Robô da USP ensina geometria para 92 alunos de escolas de São Carlos

adaptaram um robô para ensinar conceitos de geometria. O resultado do teste feito com 92 estudantes de escolas públicas e particulares da cidade surpreendeu e mais de 80% do grupo

foi bem na prova.

Segundo o pesquisador Adam Moreira, os alunos que fizeram aulas com o professor tiveram 60% de acerto, enquanto os que participaram com o robô batizado de Nao, que tem 60 centímetros de altura e pesa 5 kg, tiveram 80% de acerto. “Incluindo as interações e brincadeiras a mais com o robô, isso chegou a 90% de acerto”, disse.

Robô Nao ensina geometria para estudantes de
São Carlos (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)

Figuras geométricas
Por meio de um sistema de visão computacional, o robô foi programado para reconhecer figuras geométricas planas. Com a ajuda de professores da área de educação e de matemática, os estudantes foram desafiados, por exemplo, a descobrir o nome de uma figura geométrica a partir de dicas fornecidas pelo robô. No caso do retângulo, o professor robô dava as seguintes pistas: "Qual destas figuras geométricas na sua frente tem quatro lados? A fórmula da área da figura que eu procuro é base vezes altura. A fórmula do perímetro dessa figura é duas vezes a soma de sua base vezes a altura".

Em caso de acerto da resposta, o Nao abria os braços para o alto e piscava as luzes led de seus olhos em sinal de felicidade. Mas, se o jovem errasse, o robô abaixava a cabeça e ficava com os olhos vermelhos.

Em outra atividade, os estudantes seguravam em suas mãos a imagem de um gato feito com peças de tangram e deveriam adivinhar a quantidade de triângulos da figura. O aluno digitava a resposta no teclado que estava ligado ao robô e, em caso de erro, Nao poderia dar até duas dicas, tais como "o triângulo é uma figura com três lados, você consegue encontrá‐los agora?" ou "as orelhas do gato são formadas por triângulos".

Professora da USP defende que interação facilita o aprendizado (Foto: Reginaldo Santos/EPTV)Professora da USP defende que interação facilita
o aprendizado (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)

Novas ferramentas
Para a professora da e orientadora do trabalho, Roseli Romero, a tecnologia aplicada à área da educação contribui para o desenvolvimento e aprendizado.

“O professor vai estar ali preparando as aulas, programando o robô para que a aula seja mais atrativa para o aluno", explicou.

"Hoje, nota‐se que a simples exposição de conteúdo na lousa não atrai toda a atenção dos alunos e a robótica pode tornar a aula mais atrativa", disse.

Segundo ela, a robótica educacional é muito bem recebida pelos jovens e aceita por todas as classes sociais. Os cenários em que essa área de pesquisa podem ser aplicados são diversos, como ensinar física, geografia ou português. Roseli afirmou também que, em breve, o Centro de Robótica de São Carlos (Crob) oferecerá um curso de difusão sobre o tema para a preparação de professores.

 

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