Quarta, 20 Novembro 2019 18:13

Viagem na terceira idade: confira dicas para o bem-estar no avião

(foto: PxHere/Divulgao)

Para alguns, uma longa viagem de avio sinnimo de angstia e desconforto. A sonhada visita quele destino que arranca suspiros pode ser protelada

ou cancelada pelo medo das horas sobre as nuvens. A aerofobia, que significa o pnico de voar, envolve uma centena de fatores secundrios, como a acrofobia, medo de altura ou a claustrofobia, que o terror de estar em um local totalmente fechado. Entretanto, para alm das fobias, voar pode ter um impacto mais relevante na sade de um pblico especfico, os idosos.

No to comum ouvir relatos de pessoas que se sentiram mal ou at que sofreram algum problema de sade mais grave em voos, mas o risco existe. O Centro de Controle e Preveno de Doenas dos Estados Unidos (CDC) afirma que ocorre em mdia uma emergncia mdica a cada 600 voos, o que corresponde a 16 emergncias a cada um milho de passageiros. Entretanto, disfunes cardiovasculares podem ser acentuadas durante as viagens e a ateno sade deve ser redobrada entre aqueles que j possuam alguma enfermidade ou que tenham predisposio a desenvolv-la.

Vigilncia


Segundo a pesquisa do CDC, os problemas mais comuns so: sncopes ou pr-sncopes (37%); problemas respiratrios (12%); nusea ou vmitos (10%); problemas cardacos (8%); e convulses (6%). Os casos de morte durante voo so rarssimos e nenhum alarde necessrio por esses nmeros anteriores. O mesmo estudo concluiu que ocorre somente 0,3 caso em um milho de viajantes, sendo dois teros causados por problemas cardacos.

A constante vigilncia com a sade pode evitar muitos desses problemas menores e dos mais graves tambm. A visita regular ao mdico uma das formas de preveno, pois muitas doenas vasculares so silenciosas e assintomticas. Doenas cardacas costumam ser sintomticas, mas grande parcela dos portadores ignora os sinais de alerta. E so justamente estes os casos que podem ser agravados durante as viagens areas pela falta de cuidado.

Preveno o melhor remdio

(foto: Robyn Beck/AFP - 1//1/2013)
(foto: Robyn Beck/AFP - 1//1/2013)

Manter hbitos saudveis sempre o caminho mais seguro a seguir, mas h regrinhas simples que devem ser adotadas quando nas alturas. Boa parte dos problemas ocorre pela exposio a diferentes condies de presso experimentadas em solo e no ar. As cabines dos avies so pressurizadas a cerca de 1,8 a 2,4 mil metros, mesmo que esteja voando em altitudes bem maiores. Nessas condies, o ar se torna rarefeito e alguns sintomas comeam a aparecer.

Fabrcio da Silva, mdico cardiologista do Hospital do Corao da Rede D’r So Luiz, diz que pacientes hipertensos ou diagnosticados com algum problema cardaco e vascular, alm dos grupos de maior vulnerabilidade, como idosos e obesos devem observar uma srie de prticas a fim de se resguardar. “Para transtornos trombticos, o maior risco a hipomobilidade, ficar sentado por horas e horas no avio. O indicado que a cada uma hora e meia a duas horas, o viajante se levante e caminhe. Uma ida ao banheiro j o suficiente”, explica.

Para as doenas cardacas, o fator de maior relevncia dentro de uma aeronave a oferta de oxignio, que se torna menor em grandes altitudes. “Alm de seguir o contnuo uso do seu medicamento, um paciente com aterosclerose ou insuficincia cardaca, dois grupos mais comuns de doenas do corao, que estejam em grau mais agravado no so indicados a viajar de avio at que seu quadro esteja estabilizado. O mesmo vale para quem no diagnosticado, mas que esteja sentindo angina (presso ou dor no peito) ou falta de ar constante”, aconselha Fabrcio.

A automedicao uma prtica que deve ser abolida no s em voos, mas sempre. “O uso de calmantes e indutores de sono no indicado, assim como aumentar a dosagem do seu medicamento de uso contnuo. Os efeitos colaterais podem comprometer a sade e o bem-estar do paciente. Qualquer ministrao de medicamentos deve ser feita por um mdico. O indicado que o paciente medicado, sobretudo com os anticoagulantes, no protele o uso de seu remdio, ele deve ser tomado no horrio”, esclarece o doutor.

As viagens areas no impactam no uso de equipamento de marcapasso, elas s devem ser evitadas durante o perodo de ps-operatrio. “Exceto em casos de urgncia, os voos comerciais carecem de prazo mdio de 30 dias aps a instalao do marcapasso. Este tempo tambm deve ser estendido a todos que se submeteram a uma a cirurgia cardaca, podendo ser alterado pelo mdico aps avaliao clnica”.

importante acompanhar sua sade constantemente com um profissional da rea. “Idosos que no apresentam o diagnstico de nenhuma doena cardaca ou vascular, basta visitar um mdico anualmente. Aqueles que j sofreram um infarto ou tenham o diagnstico de alguma enfermidade, bom que v a cada trs ou quatro meses”, diz Fabrcio.

“O mais importante a mobilidade e a ateno ao uso dos medicamentos prescritos. Se o voo for noturno, programe seu alarme para a cada duas horas e caminhe um pouco, sobretudo nos voos comerciais, onde o paciente encontra-se sentado e com as pernas para baixo, dificultando a circulao sangunea. Outro ponto no ignorar os sinais de seu corpo, sentir dor no peito, em especial do lado esquerdo e sentir falta de ar nos exerccios do cotidiano, como lavar loua podem ser um indicativo de doena cardiovascular e precisa ser acompanhado por um mdico”, afirma Fabrcio.

Outras prticas simples tambm podem ser levadas em considerao para aumentar a segurana e o conforto, como recomenda Fabrcio. “Para os pacientes com insuficincia cardaca, eu aconselho que use o carrinho de malas no aeroporto para no carregar peso desnecessariamente. Tambm legal programar o seu tempo com cautela, chegar com uma margem de segurana ao aeroporto, para no precisar se apressar e correr. Essas pequenas atitudes fazem parte do planejamento e so um diferencial para a sade e bem-estar”, conclui.


* Estagiria sob superviso de Tas Braga

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