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Sexta, 04 Janeiro 2019 00:18

Ao infinito... e além! Conheça as aventuras de quem gosta do espaço

(foto: Wikipedia/ Reprodução)

O jargão do personagem animado Buzz Lightyear, do filme Toy Story, resume o sonho de muitos que sonham ou sonharam, quando crianças,

se tornar astronautas e alcançar o espaço, outros planetas, mundos distantes. Ficção científica ou avanços da ciência e da tecnologia, o fato é que o tema desperta a imaginação, estimula pesquisas e desperta desejos. Viajar, principalmente. Pelo espaço, no tempo, na velocidade da luz, para o futuro. Para quem ainda não pode fazer disso uma realidade, é possível visitar locais dedicados ao estudo, cidades que abrigam centros espaciais, museus e plataformas de lançamentos de foguetes. O Turismo selecionou alguns roteiros que despertam sonhos e a esperança de que algum dia possam se tornar realidade.

A cerca de 50km de Moscou, na Rússia, está a Cidade das Estrelas. O nome é turístico e dá um exemplo da atmosfera que envolve um local dedicado aos estudos espaciais. Lá funciona o centro de treinamento para cosmonautas russos, que fazem da cidade, desde os anos 1960, a sua moradia. Um lugar específico é destaque para os turistas de todo o mundo, o Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin (GCTC) (foto), uma homenagem ao primeiro homem a viajar ao espaço, tripulando uma nave, e completar uma volta na órbita da Terra.

Reynaldo Ansarah sonhava, desde criança, em visitar o centro de pesquisas espaciais(foto: Arquivo pessoal)
Reynaldo Ansarah sonhava, desde criança, em visitar o centro de pesquisas espaciais(foto: Arquivo pessoal)

Considerada um local secreto pelos militares, a cidade hoje está sob a guarda da Roscosmos, a Agência Espacial Russa, de domínio civil que recentemente foi aberta à visitação aos turistas. O engenheiro civil Reynaldo Ansarah, 50 anos, pode ser considerado um privilegiado. Ele foi um dos primeiros clientes a adquirir uma passagem para visitar o Centro através de uma agência brasileira, que organiza esse tipo de excursão. “Viajei para o leste de Moscou em 2014, quando estava lá, procurei saber as opções para visitar o centro Yuri Gagari. Existem duas, uma de passeio turístico e outra, de um tipo de treinamento, optei pelo de passeio”, conta.

O acesso ao GCTC foi feito com facilidade a partir de Moscou, com a ajuda do astronauta brasileiro Marcos Pontes (ministro da Ciência e Tecnologia do governo Jair Bolsonaro).”Eu não sabia, mas foi ele que abriu o centro para as visitações dos brasileiros”, disse Ansarah. De volta ao Brasil, o engenheiro teve uma surpresa: “só depois de um tempo, vi meu nome como o primeiro brasileiro a visitar o local.” Para o engenheiro, aquela foi uma das suas grandes viagens. O centro é o pioneiro da corrida espacial mundial. Atualmente, os estudos estão classificados por áreas e centenas de profissionais circulam pelo local e compartilham histórias e experiências.

“Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foram as cápsulas que levaram as pessoas para o espaço”, destaca Reynaldo sobre a sensação de estar no local. O olhar atento do profissional permitiu a descoberta de várias informações que encantaram o brasileiro, que desde criança sonhava com a possibilidade de ver de perto o mundo dos cosmonautas. “O local é pequeno, creio que deve ser para não gerar muitos custos para manter, mas, ainda assim, é possível ver muita coisa”, garante.

Enquanto o espaço é sonho

Cápsulas e outros equipamentos são bem conservadosGCTC/Divulgação
Cápsulas e outros equipamentos são bem conservados(foto: GCTC/Divulgação )

É um pássaro? Um avião? Ou um caça de combate aéreo que pode atingir a estratosfera? A sensação de deixar a atmosfera e voar a milhares de quilômetros por horas é quase uma viagem pelo espaço. O voo existe e é possível experimentar, embora haja algumas exigências que não estão no currículo de um turista comum. O estudante Bernardo Bayão, 26 anos, bem que tentou.

Fã do filme Top Gun - Ases Indomáveis, Bernardo descobriu que havia a chance de fazer um “passeio turístico” por quase uma hora, voando em um equipamento militar. “Foi numa entrevista com o astronauta brasileiro Marcos Pontes. Ele contou que a Rússia oferece a um civil a chance de voar no avião MIG-29. Sempre tive a vontade de voar em um caça depois de assistir ao filme, mas, entre os requisitos para participar do voo, teria que me alistar à Força Aérea Brasileira (FAB) e não poderia usar óculos na pilotagem. Então, desisti”, lamentou, embora acredite que, em um futuro não muito distante, turistas poderão participar dessas aventuras. Ainda estamos engatinhando quando o assunto é exploração fora da atmosfera da Terra. Creio que essas pequenas viagens à estratosfera ou até mesmo ao espaço vão se tornar mais comuns.”

Marcos Palhares, 45 anos, gosta de dizer que mora no mundo e no espaço. Astrônomo e apaixonado pela possibilidade de viajar para fora da Terra, se inscreveu na Virgin Galactic para participar de um voo pelo espaço previsto para 2020. Palhares será o 462º passageiro da empresa americana. “Meu sonho, desde criança, era ser astronauta, assistia a seriado de ficção e lia muito os livros de Júlio Verne, então essas histórias malucas se tornaram um grande desejo”, revela.

Marcos Palhares está inscrito na lista da primeira viagem espacial para turistas(foto: Arquivo pessoal)
Marcos Palhares está inscrito na lista da primeira viagem espacial para turistas(foto: Arquivo pessoal)

O “passeio” não sai barato. A passagem custa 250 mil dólares e diversos testes precisam ser concluídos antes de a nave levantar voo. Palhares acredita que futuramente a viagem poderá ser acessível a um maior número de pessoas. “O objetivo é fazer com que seja turismo, mesmo que tenha alguns empecilhos. Mas, assim como tornou-se possível voar em aviões, a experiência no espaço pode se tornar algo para todo o mundo”, afirma.

As empresas envolvidas no projeto utilizarão um sistema especial. A nave com os turistas será acoplada à asa de um avião desenvolvido especialmente para a viagem, e não de um foguete. Ao atingir 15 km de altitude, a nave será desacoplada do avião, entrará em queda livre por aproximadamente 5 segundos. Nesse período de tempo, os motores serão ativados e a nave subirá ao espaço com a velocidade de 4.000km/h. Ao voltar para a Terra, a nave seguirá todos os procedimentos comuns aos aviões. “Não será uma experiência comum, o indivíduo terá um alto grau de conhecimento antes de subir e também terá que confiar nos equipamentos e na tecnologia, como se fosse um sistema de paraquedas”, acredita Palhares.

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga

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