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Quinta, 17 Janeiro 2019 21:02

Esculturas do tempo. Se apaixone pelas paisagens da natureza

(foto: Pinterest/Reprodução)

O vento e o tempo são responsáveis pelas verdadeiras esculturas assinadas pelo tempo, pelo vento e pela água, chamadas de arcos naturais. Trata-se

de formações geológicas criadas pela erosão de rochas sedimentares e se transformando em paisagens tão surpreendentes que não parecem reais. A maior parte dessas obras de arte da natureza, que foram moldadas ao longo de milhares de anos, ficam perto do beira-mar e de rios ou em penhascos próximos. Outros foram moldados apenas pela ação do vento. Não importa onde estão: os arcos costumam ser os principais cartões-postais de suas localidades e tornam as paisagens monumentais.

El Arco de Cabo San Lucas - México

(foto: BWT Operadora/Divulgação)
(foto: BWT Operadora/Divulgação)

O Arco do Cabo São Lucas fica no extremo sul do Cabo San Lucas, uma delegação do município de Los Cabos, na Península da Baixa Califórnia, no México. Esse famoso arco separa o Golfo da Califórnia do Oceano Pacífico e é conhecido como “o fim da terra”, já que, traçando uma linha para o sul, a terra firme mais próxima é a Antártida, a 12 mil quilômetros. Muitos enxergam, no arco, um aspecto de um tricerátopes tomando água. Para chegar até o local, basta contratar uma lancha coletiva do ancoradouro do Cabo San Lucas. Algumas dessas lanchas têm fundo transparente para observação da fauna marinha no trajeto.

(foto: Lux Life Vacations/Divulgação)
(foto: Lux Life Vacations/Divulgação)

Cabo San Lucas tornou-se um destino para férias, principalmente quando o assunto é spa, com seus luxuosos hotéis prontos para receberem turistas que buscam relaxar. Apesar de o arco ser o principal marco local, a cidade também é conhecida por ter o maior torneio de pesca do marlim do mundo. Considerado um dos cinco melhores destinos da atividade esportiva, as águas circundantes são um lar perfeito para o marlim-preto, azul e ralado, alguns dos quais podem pesar em torno de 500kg. Atualmente, existe um movimento que incentiva os pescadores a não matarem as presas, na proposta do “catch and release” (pegue e solte), o que permite conservar o ecossistema de uma forma mais sustentável.

As baleias também gostam de Los Cabos. Ali existem mais espécies do animal do que em qualquer outro lugar do mundo. Dá pra avistar as baleias das praias ou em embarcações. De dezembro a março, ocorre a migração de centenas delas, que chegam do Ártico. Várias empresas oferecem excursões para avisar as baleias a bordo de botes infláveis.

Aloba Arch - Chade

(foto: Inger Vandyke/Flickr)
(foto: Inger Vandyke/Flickr)

O arco Aloba fica no deserto do Saara, no nordeste de Chade, próximo à Líbia e ao Sudão. Com 77m de largura e 120m de altura, Aloba é um dos maiores arcos naturais do mundo, porém, é de difícil acesso e, por isso, segue como uma localidade pouco conhecida. Para chegar até lá, é necessário fazer uma longa viagem em estradas irregulares de areia, só possível com o uso de veículos 4x4. O arco fica no Ennedi Plateau, descrito por muitos como o Jardim Secreto do Saara, e lá existem outros belos cenários feitos por formações rochosas. A região está cheia de arcos, torres, pontes e pilares de arenito, além de pinturas rupestres nas rochas e nas cavernas.

(foto: Luciano Napolitano/Divulgação)
(foto: Luciano Napolitano/Divulgação)

Ao sul do Ennedi, pode-se encontrar oásis, conhecidos como “gueltas”, típicos lagos permanentes em regiões desérticas formadas por águas subterrâneas que afloram em depressões nas planícies. A quatro dias de viagens, a partir de N’Djamena, capital de Chade, fica a cidade de Fada, onde existe uma das mais importantes fontes de água do deserto, a Guelta d’Archei. A água de lá é escura por conta dos excrementos dos camelos ao longo dos anos. Um dos remanescentes crocodilos do Nilo também mora ali.

Parque Nacional dos Arcos - Estados Unidos

(foto: Wikimedia Commons/Reprodução)
(foto: Wikimedia Commons/Reprodução)

O Parque Nacional dos Arcos, em Utah, é um dos maiores dos Estados Unidos, com uma área protegida de mais de 73 mil hectares, cobertos com rochas de pigmentação exótica, de diversos formatos. Claro, a principal formação existente é o arco. Lá fica a maior proliferação desse tipo de beleza no mundo, sendo catalogados mais de 2 mil arcos. O ponto ideal para conhecer o parque é a cidade de Moab. Ao norte, no centro de visitantes, se percorre a Scenic Drive, que atravessa os principais atrativos do local.

Entre as mais conhecidas e adoradas rochas estão Landscape Arch, com quase 90 metros entre uma extremidade e outra e espessura de apenas 60 centímetros em seu ponto mais estreito; Delicate Arch, com vista para um imponente anfiteatro rochoso; e o Double Arch, utilizado como cenário para o filme Indiana Jones e a Última Cruzada.

(foto: Visit Salt Lake/Divulgação)
(foto: Visit Salt Lake/Divulgação)

Na verdade, todas as paisagens do estado de Utah parecem ser cenário de um filme de aventura. Além dos arcos, existem outros quatro grandes parques nacionais: Bryce Canyon, Canyonlands, Capitol Reef e Zion. Uma viagem de carro pelo norte do estado pode incluir um passeio pelo Logan Canyon, um cenário alpino com acampamentos, trilhas para caminhadas e bicicletas, até o Lago Bear, para se aventurar de barco ou curtir festivais de verão.

A capital de Utah, Salt Lake City, é cercada por montanhas, porém, não deixa de ser um ótimo centro urbano. O Natural History Museum of Utah abriga exposições em um edifício que fica na base dos montes e é ponto obrigatório para quem gosta de história. Outros destaques incluem a arquitetura da Salt Lake Public Library, o Leonardo Science and Culture Museum e o Rio Tinto Stadium, sede do time de futebol Real Salt Lake.

Pedra Furada - Brasil

(foto: Walder Galvao/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Walder Galvao/Esp. CB/D.A Press)

Esculpida pelo mar, a Pedra Furada fica a 4km da Praia de Jericoacoara — cerca de 30 minutos de caminhada pela areia). Quando o trajeto é feito em maré baixa, é possível ver aquários naturais, com peixes de diversas cores, além de outras formações rochosas, como as pedras da Tartaruga e do Jacaré. Entre os meses de junho e agosto, a luz do sol no fim do dia passa precisamente pelo furo da Pedra: uma visão única. Como o caminho até a Pedra é bem conhecido, ambulantes circulam por ali vendendo água de coco, cerveja e o que mais os turistas precisarem.

(foto: Arthur Lazarte/CB/D.A Press)
(foto: Arthur Lazarte/CB/D.A Press)

Apesar de Jericoacoara ser bem famosa no mundo todo por ter uma das 10 praias mais belas do planeta, o ritmo de vila de pescadores continua: as ruas de areia e a iluminação pública deixam o gostinho de rusticidade para o local. A região foi transformada em Área de Proteção Ambiental (APP) em 1984, e em 2002 tornou-se Parque Nacional, preservando uma área de cerca de 200 quilômetros quadrados repleta de dunas douradas, mangues e lagoas de águas transparentes. As lagoas de Jeri são as melhores “praias”, tendo como principal a Jijoca, que é dividida entre Lagoa Azul, com sua rusticidade, e Lagoa do Paraíso, com pousadas confortáveis. Os bons ventos da região tornam a cidade uma das melhores do país para a prática de esportes náuticos, além de conduzirem jangadas e pranchas de kitesurf. Para chegar até lá, um delicioso passeio de bugue é recomendado.

Arcos de Étretat - França

(foto: TablinumCarlson/Flickr)
(foto: TablinumCarlson/Flickr)

As falésias de Étretat emocionam os visitantes desta cidade com tamanho de apenas 4,07 km². Entre as falésias, existem três arcos naturais. Dois deles podem ser vistos da cidade: o Porte d’Aval e o Porte d’Amount. O arco Manneporte é acessível a pé, em trajeto pela praia. Esses paredões rochosos esculpidos pelo mar e pelo vento presenteiam o turista com a bela visão das formações. A principal atividade indicada aos visitantes é percorrer a trilha que leva a esses arcos — e vale a pena percorrê-los por completo, já que as paisagens são diferentes e, a cada passo, a sensação é de que um visual novo está sendo criado. A dica é vestir um calçado confortável e até levar uma cesta de piquenique.

(foto: Wikimedia Commons/Reprodução)
(foto: Wikimedia Commons/Reprodução)

Diversos artistas e pintores famosos foram atraídos para essa região, entre eles, Eugène Bodin, Claude Monet e Gustave Coubert. Antigamente, Étretat era apenas uma vila de pescadores, mas hoje o local vive exclusivamente do turismo. A cidade tornou-se um refúgio para os franceses que buscam belas praias tranquilas. A primeira vista, os brasileiros podem achar a Praia de Galet um pouco estranha: no lugar de areia existem apenas pedras que, esculpidas pelos efeitos da natureza, têm formatos ovais de diversos tamanhos. De qualquer forma, é um bom local para tomar um banho de sol, enquanto se curte o show que as gaivotas oferecem com seu voo.

* Estagiária sob a supervisão de Leonardo Meireles

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