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Terça, 22 Setembro 2020 08:24

Sigla LGBTQIA+ evoluiu junto ao movimento para gerar inclusão e incentivar o respeito


Termos eram mais genéricos na década de 80, mas foi se tornando mais representativo com o passar do tempo. 17ª Parada do Orgulho LGBT, em Macapá Fabiana Figueiredo/G1 Durante
a virada dos séculos 20 para 21, a sigla LGBTQIA+ passou por várias mudanças, mas a pauta sempre permaneceu a mesma: respeito e inclusão de pessoas com diferentes orientações sexuais e identidades de gênero. A 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT de Macapá acontece no domingo (27) e por isso, o G1 preparou uma série de reportagens para falar das pessoas que integram o movimento. L: lésbica, mulher que se identifica como mulher e tem preferências sexuais por outras mulheres G: gay, homens que se identificam como homem e têm preferências por outros homens B: bissexual, que têm preferências sexuais por ambos os gêneros T: transexuais, travestis e transgêneros, que são pessoas que não se identificam com os gêneros masculino ou feminino atribuídos no nascimento com base nos órgãos sexuais. Q: questionando ou queer, palavra em inglês que significa “estranho” e, em alguns países, ainda é usado como termo pejorativo. É usado para representar as pessoas que não se identificam com padrões impostos pela sociedade e transitam entre os gêneros, sem concordar com tais rótulos, ou que não saibam definir seu gênero/orientação sexual. I: intersexuais, que apresentam variações em cromossomos ou órgãos genitais que não permitem que a pessoa seja distintamente identificada como masculino ou feminino. Antes, eram chamadas de hermafroditas. A: assexuais, são aqueles que sentem pouco ou nenhuma atração sexual pelos gêneros +: todas as outras letrinhas do LGBTT2QQIAAP, que não para de crescer O contexto histórico Renan Almeida, historiador, contou como foi o processo da formação da sigla LGBT no Brasil Arquivo pessoal De acordo com o historiador Renan Almeida, a população LGBT se identifica pautada na forma como se enxerga no Brasil. Ele explica que anteriormente o grupo era chamado de Movimento Homossexual do Brasil, ou seja, entendiam que lésbicas, gays, bissexuais e transexuais eram todos homossexuais. “Nos anos 70 houve um processo de popularização do termo 'Entendidos' para gays e lésbicas e nos nos anos 80 a sigla começou a ganhar forma com a popularização de novos termos, que seria o GLS, Gays, Lésbicas e Simpatizantes", comentou o historiador. O momento político era majoritariamente composto por homens gays e mulheres lésbicas e pelos grupos aliados heterossexuais, que eram os simpatizantes, que apoiavam a casa. Cores da bandeira LGBT representam a diversidade Ugor Feio/Arquivo G1 “Esse termo não conseguia contemplar toda a população LGBT, mais excluía do que incluía. Na época, os travestis e os transexuais acabavam por ser vítimas também do preconceito, já tinham dificuldades para arranjar emprego, e começaram a ser visibilizadas na sigla GLS”, esclareceu. Na entrada dos anos 2000 surgiu a sigla GLBT, de acordo com Almeida, houve a primeira conferência nacional realizada pela presidência da república para tratar de políticas públicas para essa população. A partir de 2008 uma nova mudança foi considerada, pois, segundo ele, quem acabava tendo mais voz política, eram os homens gays, mas as mulheres lésbicas eram o elo mais frágil, são aquelas que sofrem ainda mais com a violência urbana. “Daí a partir da conferência, para se dar mais visibilidade para essas mulheres, resolveu-se mudar a sigla: saiu de GLBT para LGBT, que é o que nós somos hoje. Porém com o fortalecimento de outras identidades, como intersexuais, e de orientações sexuais, como os assexuais, passou-se a se adotar o LGBTQIA+, como se fosse uma sopa de letrinhas”, frisou Almeida. Céu Leehí se considera uma pessoa transgênero não binária Arquivo pessoal Para Céu Lehii, de 19 anos, que estuda na Universidade Federal do Amapá (Unifap), a identidade de gênero com a qual se define é trans não binário, ou queer, que não se identifica nem como homem e nem como mulher. Céu explica que não se usam os artigos “a” ou “o” para se referir as pessoas desse gênero, o que é indicado é utilizar palavras neutras, como “estudante”. “Nós não usamos ‘ele’ ou ‘ela’, ou ‘dele’ ou ‘dela’, utilizados ile ou elu como pronome pessoal e dile. Outra coisa é que substituímos as letras “a” e “o” no final da palavra por “e”, por exemplo, ‘bonite’, ou simplesmente falamos 'essa pessoa é bonita'. A língua sempre vai mudando”, destacou. Céu contou que passou a se identificar como pessoa não binária durante a pandemia; relembrou que, devido a decisão de se assumir queer, foi expulso de casa. Para se manter, a renda vem de uma bolsa de estudo remunerada que conseguiu na universidade. “Antes me identificava como um homem gay e já enfrentava dificuldades dentro de casa, na escola e na rua. Desde criança as pessoas já me tratavam com preconceito, um menino gay. Em 2020 eu me redescobri uma pessoa transbinária, inclusive é importante falar que nós somos transgênero.”, afirmou. Outra dificuldade relatada por Céu é conseguir um emprego de carteira assinada. O preconceito leva a comunidade LGBT para o mercado informal e autônomo. “Nunca consegui um emprego com carteira assinada, só trabalho informal”, reforçou. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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