Big Banner Hospedagem de Site 1360x150
Terça, 22 Setembro 2020 08:24

Pedagoga negra agredida com soco por PM presta depoimento na corregedoria hoje


Eliane do Espírito Santo, de 39 anos, vai relatar a ocorrência que resultou na agressão física sofrida por ela na sexta-feira (18), em Macapá. Policiais da ocorrência foram afastados.
Além de agressão física, pedagoga acusa polícia de racismo Primeiro na delegacia e depois na Corregedoria da Polícia Militar (PM). Este é o roteiro desta terça-feira (22) de Eliane do Espírito Santo, de 39 anos, pedagoga negra agredida com um soco no rosto durante uma abordagem policial em frente a casa dela, na Zona Norte de Macapá, na sexta-feira (18). Ela vai depor nas investigações do caso. As duas ações devem acontecer ainda durante a manhã, segundo Eliane. Ela será ouvida sobre a ação dos três policiais militares que resultou na agressão física. A pedagoga também relatou ofensas racistas após condução dela na viatura. A Polícia Militar (PM) do Amapá disse tratar-se de um caso isolado e apura a ocorrência. Os três agentes foram afastados das funções. A corporação não revelou os seus nomes e nem se eles também serão ouvidos nesta terça-feira. Pedagoga leva soco durante abordagem policial em Macapá; PMs foram afastados Mulher filmou o momento em que policial a aborda antes de agredi-la O Ministério Público do Amapá (MP-AP) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estão entre as entidades que se manifestaram contra a ação policial e que cobram celeridade e transparência no caso. Os órgãos informaram que vão acompanhar os desdobramentos sobre o caso ocorrido na frente do filho de Eliane e registrado por câmeras de segurança. No domingo (20), o governador Waldez Góes descreveu que a ação foi "recheada de atitudes racistas". Por isso, ele informou que determinou ao comando da PM a "apuração criteriosa e rápida dos fatos". Initial plugin text 'Foi uma tortura', diz pedagoga Após ser agredida com um soco, a mulher foi levada para a delegacia, onde foi liberada após pagar R$ 800 de fiança. “Para mim isso foi uma tortura, mexeu muito com meu psicológico. [...] Eu fui chamada de 'preta', fui chamada de vagabunda por eles na delegacia. Eu me senti ofendida e para mim foi um preconceito muito grande, porque éramos os únicos negros ali", disse Eliane. "O correto era todo mundo ser ouvido. Por que eu vou pagar fiança por um crime que eu não cometi? Por que o policial me agrediu se eu não ofendi ele e estava apenas fazendo um vídeo?”, completou. A abordagem aconteceu na sexta-feira (18) à noite, numa região chamada Loteamento São José, na Zona Norte da capital. A pedagoga foi presa e levada ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do bairro Pacoval por resistência, desacato e desobediência. As imagens gravadas pelo filho dela mostram a equipe durante abordagem a dois homens. Em seguida, um dos militares dá voz de prisão a Eliane. Ao tentar imobilizá-la, o agente leva a mulher ao chão e dá-lhe um soco no rosto. Ela é algemada e levada para a viatura. Fotos mostram marcas que ficaram da abordagem Eliane Silva/Arquivo Pessoal Entenda o caso De acordo com Eliane, a abordagem iniciou quando ela estava dentro do carro de um amigo da família, na frente de casa. No veículo estavam ela, o marido, dois amigos, um adolescente de 15 anos, e uma sobrinha de 4 anos. A pedagoga descreveu que três policiais militares iniciaram a revista nos homens, enquanto mandaram ela ir para o outro lado da rua. Eliane também começou a gravar um vídeo do próprio telefone, que foi apreendido pela equipe. O marido dela, Thiago da Silva, também foi detido pelas mesmas acusações. Eliane afirmou que, antes de ser presa, ele também questionou a abordagem; em seguida um dos policiais teria mandado ele calar a boca, o chamado de "vagabundo", e dado um soco nele. "A polícia já abordou a gente apontando as armas para o carro. Abordou todo mudo menos eu; um deles deu um soco no estômago do meu marido. Eu falei para a equipe liberar o adolescente porque ele é do interior, e estava sob minha responsabilidade. Eu atravessei, fiquei na calçada de casa. Só um deles me agrediu", comentou Eliane. "A abordagem inicial foi me engasgar, me deu rasteira e me 'murrou'. Eu não tive reação, eu apanhei, só fiz gritar para a população ver o policial me agredindo desnecessariamente. Em nenhum momento houve desacato, em momento algum eu o agredi verbalmente, ele que já veio me agredindo fisicamente", acrescentou. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
Ler 36 vezes

Atendimento ao Cliente:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Suporte ao Cliente:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Depto financeiro:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Publicidade & Propaganda: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Notícias

Vídeos

Guia Comercial

Nossa Empresa

Please publish modules in offcanvas position.